
Salvador – A Capitania dos Portos da Bahia informou, através de nota à imprensa, que a empresa Internacional Marítima, que opera o Sistema Ferryboat, foi notificada e vai ter que comparecer à CP para prestar esclarecimento sobre o acidente com o ferry “Juracy Magalhães”, que ficou à deriva na última sexta-feira, pouco depois de ter deixado o Terminal de Bom Despacho, na Ilha de Itaparica.
A nota diz ainda que uma equipe de Inspeção Naval da Capitania dos Portos foi enviada ao interior da embarcação e comprovou a veracidade da informação divulgada pelo JORNAL DA MÍDIA.
Segundo a Capitania dos Portos, o que causou o problema no “Juracy Magalhães” foi falta de combustível (pane seca). O navio foi obrigado a retornar ao Terminal de Bom Despacho com apenas um motor, o que causou reclamações dos usuários, que tiveram que desembarcar duas horas depois no mesmo terminal, para depois seguires viagem para Salvador.
A Internacional Marítima não divulgou nada sobre o acidente. O que causou estranheza foi o fato de a embarcação ter zarpado do Terminal de Bom Despacho sem combustível. Isto só prova que os setores de manutenção e operacional da concessionária continua falhando para desespero dos usuários, que continuam reclamando da deficiência do serviço.
Entenda o caso – A Internacional Marítima assumiu o Sistema Ferryboat dia 14 de março deste ano. A empresa, que é do Maranhão, foi trazida pela Secretaria de Infraestrutura e Agerba para o lugar da paulista TWB, que eteve o contrato rompido pelo Estado pelos inúmeros problemas causados ao sistema e qualidade péssima de serviço à população.
Para assumir o sistema, a Internacional Marítima contou com o apoio do governo, que desembolsou mais de R$ 30 milhões (dinheiro público) na reforma dos navios.
Quem executou os serviços de reforma foi a própria Internacional Marítima, em parceria com a Lumar, da Bahia. O sistema, que tinha somente duas embarcações em condições de tráfego, passou a contar com sete, segundo garantiu o secretário e vice-governador Otto Alencar.
Nada mudou – Só que todos os quatro ferries reformados foram quebrando. Todos os quatro, em menos de 10 dias, tiveram que sair de tráfego e na última sexta-feira apenas dois estavam operando. Ou seja, os mesmos dois da época da TWB. Que qualidade de reforma foi essa?
Fica difícil e às vezes é complicado para o usuário entender a situação, essas manobras arriscadas, com ferries à deriva na Baía de Todos os Santos. Mas a verdade é que o quadro do ferryboat não mudou, mesmo com o esforço do secretário Otto Alencar em alardear na imprensa amiga que o serviço está ótimo. Uma brincaeira.
Está piorando e caindo pelas tabelas o velho ferry. Todos os erros cometidos pela TWB estão se repetindo. Pena que o vice-governador Otto Alencar não estivesse a bordo do ferry “Juracy Magalhães” quando o navio ficou à deriva na sexta-feira. Deveria estar lá para saber o que é que o usuário está passando. Não adianta se insistir em iludir a opinião pública com informações que na prática não são verídicas.
O ferryboat continua o mesmo e não vai melhorar enquanto o governo não assumir o seu papel de agente fiscalizador e encarar a situação verdadeiramente com responsabilidade. Não adianta também se dizer que a Capitania dos Portos persegue a Internacional Marítima para se tentar falhas gritantes e amadoras.
Isto aí é pilhéria, é irresponsabilidade de pessoas incompetentes que não têm nenhum compromisso com a segurança da população.
Um dia declarou o diretor da Agerba ao se referir às irresponsabilidades praticadas pela TWB contra os usuários:
“A TWB parece não transportar vidas humanas”.
E hoje, o que mudou? Essa preocupação existe, Sr. Eduardo Pessoa? Ou é só frase de efeito o que o diretor da Agerba solta?
- Ferry “Juracy Magalhães” fica à deriva e Internacional Marítima queima horários
- Ferryboat: Internacional Marítima vende “gato por lebre” à população.
- Ferryboat vai de mal a pior com a Internacional Marítima e a omissão da Agerba
- Capitania dos Portos instaura inquérito contra a Internacional Marítima
- Internacional Marítima importa ”know-how” da TWB e encalha ferryboat em Aratu
- História da Internacional Marítima é parte das malvadezas de ACM contra Waldir
- Internacional Marítima emite cupom fiscal em nome da TWB





























Cês tão falano de pane seca? O cara zarpou com o tanque vazio? Até parece que eles tão bebum lá. Uma bagunça total. Todo mundo manda, ninguém obedece e vamos que vamos.
Pro mode de falá de cachaçada, de uiscada, o cara lá continua bebendo muito? O cara lá era do peru, só ia pra casa quando parava de miar. Aquela voz fanhosa contando vantagem enchia o saco, mas sabe como é, chefe é chefe. E todo mundo rindo. Cada piada boboa, piada velha…mas a gete tem que rir. Ele saia tropeçando em sombra de tão trêbado. Ele é muito engraçado. Todo sexta ele enche o tanque, com ele não tem pane seca não.
SISTEMA FERRY BOAT continua caótico.
Trocamos seis por meia dúzia. A empresa Internacional Marítima esta prestando péssimos serviços. Acabo de chegar da Ilha e me deparei com uma cena muito triste.
Temos hoje apenas duas embarcações fazendo travessias. Por volta das 19 hs uma ambulância tentou embarcar no ferry que partiu às 20:00 do terminal de Bom Despacho. A embarcação, Juracy Magalhães não transporta caminhões e outros veículos acima de uma determinada altura, mas, havia espaço suficiente para transportar a ambulância na área descoberta da embarcação e ao chegar em Salvador bastaria manobrar para que a ambulância pudesse desembarcar.
No entanto, apesar dos apelos desesperados dos familiares do paciente transportado, a embarcação partiu em direção à Salvador deixando a ambulância no terminal da Ilha aguardando a próxima travessia que seria por volta das 21 hs que chegaria a Salvador às 22 hs. Ou seja, horas que podem fazer a diferença para salvar uma vida. Negligência, omissão, descaso, irresponsabilidade, falta de humanidade e respeito ao cidadão.
Não tem cabimento que esta situação perdure por mais tempo. Nada justifica esta situação. Funcionários denunciam que não houve troca de motores como foi anunciado. Afirmam que os motores foram reparados e as embarcações receberam grosseira maquiagem para ficar bem na foto. O ferry Juracy Magalhães está um absurdo, a rede de esgotamento sanitário vazando e invade o salão de passageiros. O Agenor Gordilho está totalmente sem ventilação, pois lacraram as janelas laterais e não instalaram grades de segurança para ao menos manter as portas abertas para ventilar um pouco, a viagem é desagradável e o ambiente insalubre.
Ainda nesta mesma viagem, durante a travessia um senhor caiu da escada e se machucou seriamente, nenhum tripulante apareceu para dar socorro. Os usuários prestaram socorro ao senhor. Vale salientar que as rampas de desembarque de passageiros esta com defeito obrigando o desembarque pelo convés de veículos
O período de festas juninas esta chegando e estamos esperando o pior. Precisamos trabalhar, não tem o menor cabimento enfrentarmos filas diariamente. A venda de hora marcada não existe e retiraram os cartões que possibilitava a compra antecipada de créditos.
A AGERBA não fiscaliza os abusos cometidos pela empresa Internacional Marítima, mas tem conhecimento de todos os fatos.
Buscarei o MPE bem como a Procuradoria Geral do Estado para cobrar providências urgentes. Funcionários vão depor nesta terça feira sobre a pane seca e garantem que não houve a troca dos motores como está sendo anunciada.
Nada mudou?????? sim, algumas coisas mudaram, ao menos na vida de quem esta envolvido na prestação de serviços do sistema ferry boat. Tem gente trocando o bairro classe média por zona nobre da cidade………..do lado de cá………continuamos na mesma….vendo navios parados.
Srs,
assim começo a sentir saudades da TWB, ao menos não ficavam sem óleo diesel as embarcações, vamos la, para cada embarcação trabalhar 18hs por dia, cada tem seu consumo variado, as que gastam mais e as mais econômicas, mas numa conta geral, dividindo pelas viagens diárias cada uma consome em média 3.000 litros de diesel, é só verificar quantos caminhões chegam por semana e vocês poderam verificar. Creio que foi uma falha gritante dos responsáveis pela operação, do Chefe de Maquinas, não informando que a embarcação estava com pouco óleo, quero acreditar nessa “historia”,mas acho que não é essa não!!!!
Sr. Grisalho, não devemos lamentar a falta do que não presta, devemos cobrar os nossos direitos reconhecendo que merecemos ser bem tratados, a altura do preço que pagamos. Não é justo ver alguém entre a vida e a morte como foi o caso de ontem por causa da irresponsabilidade e negligência dos órgãos fiscalizadores do Estado.
Na época da TWB também houve pane seca e até suspensão de fornecimento de combustível por falta de pagamentos. Cheguei a fotografar os marinheiros transportando bombonas de combustível para abastecer no braço o ferry Rio Paraguaçu.
O que não podemos admitir é que a AGERBA continue permitindo tais comportamentos. Tão menos que o Sr. OTTO vá para a imprensa afirmar que está tudo bem.
Nós que enfrentamos esta situação diariamente é que bem sabemos do que realmente se passa ali.