
A pecuária baiana encerrou 2025 com crescimento dos oito rebanhos pesquisados pelo IBGE e alcançou R$3,46 bilhões em valor de produção, alta de 4,7% sobre os R$3,31 bilhões registrados em 2024. O resultado acrescentou R$ 156,3 milhões à atividade em apenas um ano e marcou o maior valor já registrado pelos quatro principais produtos de origem animal no estado desde o início do Plano Real, em 1994. Bovinos e ovinos também atingiram os maiores efetivos da série histórica da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM).
O rebanho bovino chegou a 13,8 milhões de cabeças, crescimento de 1% ou 130,4 mil animais em relação a 2024. Foi o quinto aumento consecutivo e o maior efetivo da Bahia nos 51 anos da pesquisa. O estado manteve a sétima posição nacional, respondendo por 5,9% do rebanho brasileiro, embora o total do país tenha recuado 1,7%, para 234,3 milhões de cabeças. Santa Rita de Cássia liderou na Bahia, com 242,6 mil bovinos, enquanto Itamaraju e Itanhém apareceram na sequência.
Nos rebanhos de menor porte, a posição da Bahia é ainda mais expressiva. O estado teve os maiores aumentos absolutos do país em caprinos e ovinos e permaneceu na liderança nacional nos dois segmentos. O rebanho ovino cresceu 13,9%, para 6 milhões de animais, enquanto o de caprinos avançou 9,7%, para 4,7 milhões. A Bahia concentra 26,8% dos ovinos e 34,7% dos caprinos existentes no Brasil. Casa Nova lidera nacionalmente os dois rebanhos, com 713,5 mil ovinos e 810,2 mil caprinos.
A expansão não ficou restrita aos animais tradicionalmente associados à pecuária nordestina. O rebanho equino baiano cresceu 2,9%, para 494,1 mil cabeças, enquanto o total brasileiro recuou 2,5%. O aumento de 13,9 mil animais foi o maior entre os estados e levou a Bahia da quarta para a segunda posição no ranking nacional, atrás apenas de Minas Gerais. Na avicultura, o efetivo de galináceos avançou pelo segundo ano seguido, chegando a 48,1 milhões de cabeças, alta de 3%. O crescimento ocorreu tanto entre aves destinadas ao abate quanto entre galinhas poedeiras.
O QUE FICA DESSA HISTÓRIA
O desempenho de 2025 reforça a posição da Bahia como um dos principais polos pecuários do país, mas os dados também mostram uma característica importante da atividade estadual: a força está distribuída entre diferentes cadeias. Enquanto a bovinocultura amplia seu rebanho, caprinos e ovinos consolidam uma liderança nacional histórica e a produção de aves, equinos e aquicultura avança. Para a indústria, esse movimento significa uma base maior de matéria-prima e de demanda por serviços, tecnologia e infraestrutura ao longo das cadeias de proteína animal.






























