A produção animal da Bahia fechou 2025 com resultados distintos entre as principais cadeias, mas manteve uma trajetória de expansão no valor gerado. A produção de ovos de galinha atingiu o recorde de 134,1 milhões de dúzias, enquanto a aquicultura chegou a R$319,4 milhões, maior valor da série histórica. No outro extremo, a produção de leite recuou 3,1%, para 1,23 bilhão de litros, na maior queda absoluta entre os estados. Os dados fazem parte da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), do IBGE.
O setor de ovos apresentou o sexto ano consecutivo de crescimento na Bahia. Foram 6,7 milhões de dúzias a mais que em 2024, alta de 5,2%. Eunápolis liderou a produção estadual, com 28,1 milhões de dúzias, seguida por Barreiras, com 14,9 milhões, e Entre Rios, com 7,8 milhões. Glória teve o maior avanço absoluto entre os municípios, de 5,6 milhões para 7,2 milhões de dúzias. O aumento da oferta veio acompanhado de uma recuperação ainda mais forte da receita: o valor da produção subiu 18,7%, de R$ 741,2 milhões para R$ 879,9 milhões.
Na aquicultura, o movimento foi igualmente relevante. O valor gerado aumentou 14,6%, para R$ 319,4 milhões, no terceiro crescimento consecutivo e no maior patamar desde o início da série, em 2013. A carcinicultura foi o principal vetor de expansão: a produção de camarão cresceu 29,5%, chegando a 6,2 mil toneladas, enquanto o valor avançou 25,3%, para R$ 129,8 milhões. Com isso, a Bahia passou à quarta posição entre os maiores produtores nacionais. Valença respondeu por 2,7 mil toneladas. Na tilápia, a produção subiu 6,1%, para 13,3 mil toneladas, e o valor chegou a R$ 144,1 milhões. Juntos, camarão e tilápia representaram 85,8% do valor da aquicultura baiana.

Leite
O leite seguiu caminho oposto. A produção caiu 40 milhões de litros em um ano, para 1,23 bilhão de litros, redução de 3,1% que foi a maior queda absoluta entre os estados. No Brasil, a produção cresceu 2,7%, para 36,7 bilhões de litros. A Bahia, que ocupava a oitava posição nacional, passou para a nona. Apesar da menor quantidade produzida, o valor do leite praticamente não se alterou, com alta de 0,3%, alcançando R$ 2,5 bilhões. Itarantim, Medeiros Neto e Jaborandi foram os maiores produtores estaduais.
O mel trouxe outro sinal de recuperação. Depois de dois anos de queda, a produção baiana aumentou 4,2%, para 4,8 mil toneladas, enquanto o valor avançou 15,6%, chegando a R$ 58,4 milhões. A Bahia, porém, perdeu uma posição no ranking nacional e passou a responder por 6,7% da produção brasileira. Campo Alegre de Lourdes liderou no estado, com 776 toneladas, volume que colocou o município entre os dez maiores produtores do país.





























