
A climatização deixou de ser apenas uma questão de conforto para ganhar espaço nas decisões estratégicas das empresas. Em indústrias, hospitais, hotéis, shopping centers e data centers, os sistemas de aquecimento, ventilação e ar-condicionado (HVAC) passaram a ser tratados também como instrumentos de eficiência energética, redução de custos e competitividade. Em entrevista ao programa Webinar da Indústria, do site Indústria News, Giancarlo Delatore, gerente de Controle e Soluções da Trane Brasil, destacou que o consumo de energia associado à climatização pode representar uma parcela relevante dos custos operacionais.
Em aplicações comerciais, segundo Delatore, o ar-condicionado pode responder por 40% a 50% do consumo de energia de um empreendimento. Na indústria, o peso varia de acordo com o processo e o segmento, mas também pode ser significativo.
“Cada vez mais as empresas estão olhando para a eficiência energética realmente não mais como um diferencial, mas como uma necessidade”, afirmou. Para ele, sistemas mais eficientes passaram a fazer parte da equação de competitividade, principalmente em operações nas quais energia e manutenção têm peso relevante na formação dos custos.
Um exemplo citado na entrevista é o do Shopping Pátio Brasil, em Brasília, onde a Trane trabalhou durante anos em conjunto com o cliente em ajustes no sistema de climatização, estudos de operação e medidas relacionadas ao consumo de energia. De acordo com Delatore, o trabalho contribuiu para uma redução de 44% na conta de energia do shopping, resultado construído a partir de diversas ações e não de uma única intervenção.
O caso ajuda a mostrar por que a escolha do sistema de HVAC precisa considerar não apenas o investimento inicial, mas também o custo total de propriedade ao longo da vida útil do equipamento.
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