A Bahia criou 9.626 empregos com carteira assinada em setembro, mantendo uma sequência de nove meses consecutivos de saldo positivo. O resultado, porém, indica uma desaceleração na abertura de vagas: ficou abaixo dos 12.137 postos registrados em agosto e dos 11.481 contabilizados em setembro de 2025.
O desempenho foi o terceiro melhor do estado em 2026 até agora. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), sistematizados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), foram 89.420 contratações e 79.794 desligamentos no mês. Com isso, o estado chegou a 2,22 milhões de vínculos formais ativos, crescimento de 0,44% em relação a agosto.
O setor de Serviços liderou a geração de empregos, com saldo de 5.199 vagas. A Indústria geral apareceu em seguida, com 2.055 postos, à frente da Construção, que abriu 1.914, e do Comércio, com 1.162. A única atividade com resultado negativo foi a Agropecuária, que perdeu 704 empregos no balanço entre admissões e desligamentos.
O Brasil registrou 121.305 novos postos, alta de 0,25%. Em números absolutos, a Bahia alcançou o quarto maior saldo entre as unidades da Federação e o terceiro melhor resultado nordestino. Considerada a variação proporcional, ficou na nona posição nacional e na quinta regional.

Perda de fôlego no acumulado do ano
Entre janeiro e setembro, a Bahia acumulou 83.055 novos empregos com carteira assinada, crescimento de 3,88% em relação ao estoque do início do ano. Apesar do resultado positivo, o ritmo de contratação é menor que o observado no mesmo período de 2025, quando o estado havia criado 100.653 vagas.
Para Luiz Fernando Lobo, especialista em produção de informações econômicas, sociais e geoambientais da SEI, a diferença entre os dois períodos confirma uma perda de fôlego do mercado de trabalho baiano em 2026. A redução do saldo acumulado, mesmo com a manutenção de resultados mensais positivos, aponta para um ritmo mais moderado de expansão do emprego formal.
No acumulado dos nove primeiros meses, Serviços também liderou a abertura de vagas, com 48.636 postos. A Construção criou 17.605 empregos, seguida pela Indústria geral, com 14.068, e pela Agropecuária, com 3.206. O Comércio foi o único dos cinco grandes grupamentos a fechar o período no vermelho, com saldo negativo de 458 vagas.
A Bahia teve o quarto maior saldo de empregos do país entre janeiro e setembro e liderou a geração de vagas no Nordeste. O crescimento de 3,88% também superou as taxas regional, de 3,31%, e nacional, de 2,65%. O contraste entre o bom desempenho relativo no acumulado e a redução do saldo em comparação com 2025 mostra o principal sinal do mercado de trabalho estadual: a criação de empregos continua, mas em ritmo menos intenso do que no ano passado.































