O Banco do Nordeste (BNB) desembolsou, entre janeiro e outubro deste ano, mais de R$196 milhões em operações de microcrédito urbano orientado em áreas de periferia de Salvador e Região Metropolitana. Os recursos foram distribuídas em 50,6 mil operações do programa Crediamigo, voltado ao fortalecimento desses empreendimentos.
Os recursos atendem uma das principais dificuldades de quem deseja empreender, que é a falta de capital para iniciar ou incrementar o negócio. A avaliação é do superintendente do BNB na Bahia, Pedro Lima Neto. Segundo ele, a atuação da instituição financeira destaca a importância de incentivar pequenos empreendedores, reconhecendo seu papel como propulsores da economia.
“O empreendedorismo tem uma força muito grande nas periferias de Salvador. São pessoas que acordam todos os dias com o sonho de ter seu próprio negócio, de melhorar a renda da família e de crescer com o fruto do seu trabalho. E é exatamente aí que o Banco do Nordeste atua, levando crédito e orientação para quem mais precisa”, afirma.
Segundo dados da pesquisa “Sonhos de Favela 2026”, desenvolvida pelo Instituto Data Favela, ter o próprio negócio continua sendo o maior sonho profissional de quem vive nas periferias, pois enxergam como um passo significativo para a estabilidade.
Vanilson Miranda é um empreendedor que representa as pessoas beneficiadas pelo crédito do BNB. Há seis anos, ele decidiu abrir a própria barbearia e atender os moradores do bairro de Valéria, na capital baiana, onde vive. “Eu moro em Valéria há 37 anos, que também é a minha idade, e não há nada melhor do que você abrir o negócio no seu bairro, acreditar nele e levar adiante”, afirma o empreendedor.
A Barbearia Na Pegada nasceu da vontade de Miranda em buscar uma fonte de renda. Para ele, o Banco representa o elo fundamental no desenvolvimento do negócio, com a aquisição de equipamentos e modernização da estrutura do espaço em uma região considerada entre as cinco favelas mais populosas da Bahia, segundo dados do último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Depois da barbearia, mudou muita coisa na minha vida. Eu comecei ali, cortando o cabelo do meu irmão e hoje é o meu trabalho”, ressalta.































