O Terminal de Vera Cruz (Mar Grande), na Ilha de Itaparica, pertence ao Governo do Estado, que não consegue requalificar o equipamento. O governo “só quer saber da ponte”.
REDAÇÃO DO JORNAL DA MÍDIA
A ponte de atracação do Terminal de Vera Cruz (Mar Grande) não opera quando a maré está baixa e muito menos em períodos de ressaca, devido também às ondas elevadas e aos ventos fortes, como acontece nesses dias de mau tempo. O Governo do Estado, que agora só fala no projeto faraônico da ponte Salvador-Ilha de Itaparica, “não consegue” realizar obras para tornar o equipamento realmente capaz de operar um sistema de transporte importante como a Travessia Salvador-Mar Grande.
O Terminal de Vera Cruz, é bom frisar, pertence ao Governo do Estado. Desde 2007, nos primeiros meses do seu primeiro mandato, o então governador Jaques Wagner garantiu que logo o Terminal de Vera Cruz seria totalmente requalificado, com dragagem (remoção de sedimentos como areia do canal para permitir a passagem das embarcações) e derrocagem (processo de retirada das pedras que impedem a plena navegação), de toda a área do canal de navegação.
Wagner cumpriu um mandato inteiro, cumpriu o segundo, e nada de obras no Terminal de Vera Cruz. Oito anos governando e deixando a população de Vera Cruz e de várias localidades da Ilha de Itaparica, sem o seu principal meio de transporte para a capital, que é a Travessia Salvador-Mar Grande. É muito atraso em pleno século 21, um sistema de transporte essencial suspender as operações por conta da maré baixa.
O governo Jaques Wagner não investiu nada, absolutamente nada, na requalificação do Terminal de Vera Cruz.
Em janeiro de 2019, foi a vez do atual governador, Rui Costa, fazer as mesmas promessas de Jaques Wagner. Leia abaixo o que o Governo da Bahia divulgou em 8 de janeiro de 2019 sobre o anúncio feito por Rui Costa na Ilha
Em menos de um ano entre um mandato e outro o governador Rui Costa esteve na Ilha de Itaparica nos municípios de Itaparica e Vera Cruz aproximadamente 6 vezes inaugurando e levando assinatura de Ordem de Serviço para a Ilha. Desta vez foi para assinar a Ordem de Serviço para a dragagem e derrocagem dos canais de acesso aos Terminais de Bom Despacho em Itaparica e de Mar Grande em Vera Cruz, as obras darão aos terminais uma melhor condição para o tráfego das embarcações que realizam as travessias entre São Joaquim em Salvador e Bom Despacho em Itaparica, como também para a navegação as lanchas que realizam a travessia entre o Terminal Náutico no Comércio em Salvador e Vera Cruz mais precisamente na comunidade de Mar Grande.
Comendo o pão que o diabo amassou
Com o Sistema Ferry-boat em situação caótica, a população da Ilha de Itaparica e os usuários em geral estão comendo, verdadeiramente, o pão que o diabo amassou. E mais uma vez todos se lembram de Wagner, mas de forma negativa. Foi o hoje senador da República que prometeu tornar o Sistema Ferry-boat um serviço de referência e de ponta.
E em seu segundo mandato, Wagner apresentou a empresa que iria tornar o Sistema Ferry-boat um serviço à altura da população e do turistas: a Internacional Marítima, hoje Internacional Travessias. A empresa, que era muito criticada nas operações das balsas da Travessia Santos-Guarujá, no litoral de São Paulo, chegou à Bahia com o respaldo da família Sarney, do Maranhão, assumiu o comando do Sistema Ferry-boat em janeiro de 2014. Ganhou um contrato de 25 anos assinado no Governo Wagner.
E o resultado está aí:
14 horas de espera na fila de embarque do ferry. Um caos. Uma humilhação para os baianos. Um recorde histórico.
Se o resultado da ponte Salvador-Itaparica, também prometida por Jaques Wagner, desde 2008 para ser inaugurada em dezembro de 2013, for o mesmo que o então governador projetou para o Sistema Ferry-boat, não pode se esperar coisa boa para a Bahia.






























