Salvador – Matéria da Tribuna da Bahia desta quarta-feira (23) deu mais uma apimentada na polêmica sobre as eleições no Esporte Clube Vitória, que têm tudo para não acontecerem este ano. Se o time vai bem em campo, com chances até de se classificar para a Libertadores de 2014, nos bastidores do Leão a sucessão do presidente atual, Alexi Portela, esquentou de vez com acusações de lado a lado.
E que ninguém se surpreenda se o clube sofrer intervenção, como aconteceu com o rival Bahia. Essa possibilidade é clara, caso a ação judicial dos cinco sócios do movimento Vitória Sérculo 21 seja cumprida a risca. A liminar determina que as eleições só podem ser convocadas 60 dias após a liberação da lista dos associados com direito a voto, que vinha sendo solicitada há pelo menos seis meses por sócios e conselheiros interessados em formar chapas para disputar o pleito. O prazo estabelecido para o clube divulgar a lista é de cinco dias e termina nesta sexta-feira (26).
De acordo com o advogado Bruno Torres, um dos integrantes do grupo oposicionista Vitória Século 21, logo após a divulgação da lista de sócios, a oposição pretende ingressar com uma ação semelhante a que ocorreu no Esporte Clube Bahia, quando o clube ficou sob intervenção judicial por dois meses, até a realização de novas eleições. A justificativa da oposição é que, assim como nas eleições do Bahia de 2011, as eleições para o Conselho do Vitória também estariam ‘viciadas’, uma vez que, se acordo com a oposição, parte dos atuais conselheiros do clube não seriam sócios.
”Além da lista de sócios, queremos saber por que determinados conselheiros não são associados. Queremos a mesma ação que aconteceu no Bahia. Queremos uma intervenção para abrir o clube para o torcedor” – afirmou Bruno Torres.
Governo Atua no Clube – Como tinha antecipado antes ao JORNAL DA MÍDIA, o conselheiro Fábio Mota reafirmou que é candidato da oposição e criticou o que chama de ”desequilíbrio” nas eleições.
“A maior dificuldade para ser presidente do Vitória é que as pessoas não sabem quem são os sócios. Existe um desequilíbrio nas eleições. Só a chapa da situação sabe quem são os sócios. Não tem como estruturar uma campanha sem saber”, disse Fábio Mota, acrescentando que a sua candidatura ainda não foi oficializada por falta de acesso à lista de sócios do clube.
Na matéria da Tribuna, Fábio Mota também criticou o fato de o processo sucessório do Vitória ter se encaminhado abertamente para o campo político, citando que Carlos Falcão, candidato de Alexi Portela, tem o apoio de toda a base do governo Wagner, assim como teve o Fernando Schmidt no Bahia.
A base do governo do petista Jaques Wagner instalada no Vitória é formada pelo vice-governador Otto Alencar, pelo presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo, pelo deputado federal e presidente do Conselho Deliberativo, José Rocha, além do engenheiro elétrico Robinson Almeida, candidato a deputado federal pelo PT e assessor de Comunicação do governador.
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O fato de apropriação política é o de menos. O que não se pode tolerar são as caixas pretas que são os regimentos das agremiações esportivas que permitem verdadeiros reinados dentro daquelas administrações. E o que se extrai dos movimentos das ruas é a cobrança por transparência das instituições, seja ela qual for. E se o movimento encetado dentro do Bahia se espalhar pelo Brasil, qual a razão do time do Vitória não sofrer os mesmos efeitos? Os propósitos, objetivos usados dentro dos times daqui da Bahia não diferem de todos os times do Brasil. O que menos se tem é paixão clubística, amor à camisa é só a desculpa tanto de dirigentes quanto de jogadores. E de muitos torcedores, inclusive… sem exclusão das “torcidas organizadas”. Aquilo é negócio, como qualquer outro. E um ótimo negócio. Ora pois!…
Onde temPTralha tem merda.
Concordo plenamente com Fedegoso.
Por que esse apego e “sacrifíciio” para ser dirigente de clube?
Várias vezes Alexi foi vaiado e xingado em coro pela torcida e mesmo assim não largou o osso por quase uma década.
É ético um clube ter como parentes ocupando vários cargos de direção no clube?
A gestão de Alexi criou um fundo de investimento com atletas da divisão de base para um grupo seleto de conselheiros, sem a publicidade devida aos associados sobre as regras e os investidores.
Indagado por um associado sobre ser ou não ser moral esse fundo, o conselheiro e deputado estadual Marcelo Nilo afirmou no seu twitter em 16.08: “Não tinha conhecimento desse tipo de investimento. Se tiver n é moral”.