Lula e Fernando Haddad (Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação)
CLÁUDIO HUMBERTO
Ao anunciar os primeiros ministros às 11h da manhã, com o mercado em pleno funcionamento, e ainda confirmando Fernando Haddad na pasta da Fazenda, o presidente eleito Lula (PT) demonstrou outra vez seu pouco caso em relação ao mercado. Mas, se a intenção era derrubar ou sacanear a Bolsa, deu errado: o mercado já havia precificado Haddad, ignorou a desfeita e até operou em alta, em dia de jogo da Seleção.
Os inimigos de Lula
Estudo recente da Bolsa revelou que grande parte dos investidores não é de “tubarões”, mas trabalhador que aporta 30 reais ao mês. Ou menos.
Crentes no País
No total, são cerca de 4 milhões de pessoas que, no mercado, investem suas economias em empresas brasileiras, apostam no País.
Puro preconceito
Por razões ideológicas e até ignorância, petistas como Lula demonizam o mercado, que consideram formado por um bando de “aproveitadores”.
Poder sem Pudor

Era um abacaxi
Monoglota irrecuperável, o general Arthur da Costa e Silva sempre tentava “traduzir” por conta própria. Certa vez, presidente da República, ele fez uma escala na Tailândia, durante viagem internacional. Na recepção oferecida pelo governo local, aproximou-se de um grupo de diplomatas, que conversava em inglês sobre os “problemas comuns” aos dois países. Ele ouviu “problems”, mas entendeu “products”, e meteu o bedelho: “Yes, yes, abacaxi, manga, mamão…”
Retrocesso
O deputado federal e procurador Carlos Sampaio (PSDB-SP) acredita que “escolher para o ministério envolvidos em escândalos de corrupção” mostra que o objetivo do governo Lula é fortalecer o PT e não o País.
Plano B
Rui Costa, anunciado para a Casa Civil, não era a vontade inicial de Lula. O escolhido inicialmente era Jaques Wagner (BA), mas o PT perderia uma cadeira no Senado, já que o suplente, Bebeto Galvão, é do PSB.
Nomes importam
Precificado Fernando Haddad na Fazenda, o que desagrada o mercado, a expectativa é que a “compensação” venha nos nomes para o Planejamento, Tesouro, a Caixa, Receita Federal e o BNDES.
A voz não é a mesma
Impressionou a dificuldade de fala do presidente eleito Lula, quando iniciou sua coletiva para anunciar os primeiros ministros. Na primeira aparição pública após a cirurgia na laringe, sua voz está fraca, rouca.
Novo Top-Top
Após ser preterido para o Ministério das Relações Exteriores, sobrou a Assessoria Internacional da Presidência para o ex-chanceler Celso Amorim, que era ocupada pelo falecido Marco Aurélio “Top-Top” Garcia.
Porta dos fundos
O ex-craque e hoje comentarista Zé Elias observou na ESPN que Tite saiu para o vestiário sem confortar os atletas, que ainda permaneciam em campo. Repetiu Dunga, na Copa de 2010, na época muito criticado.
Comitê central
Ministros anunciados por Lula (PT) serão o “núcleo duro” do governo, com acesso livre ao chefe. É lorota dizer que estariam na “cota pessoal”: todo ministro será escolhido por Lula, ainda que indicados por outros.
Mais ministérios vencem
Na disputa por manter ou não a Segurança Pública sob o Ministério da Justiça, venceu o ex-governador petista do Piauí Wellington Dias contra o futuro chefe da Justiça na Esplanada, Flávio Dino (PSB).
Pensando bem…
…eliminação da Copa é melhor do que eliminação da economia.
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