Milhares de pessoas enfrentaram transtornos para chegar à Ilha de Itaparica, utilizando o péssimo e largado serviço do Sistema Ferry-boat. Há relatos de motistas apontando seis horas para atravessar para a Ilha. (Foto: Ferr-boat, sábado, às 19h15/Imagem de TV/captura)
REDAÇÃO DO JORNAL DA MÍDIA
Milhares de pessoas enfrentaram em Salvador filas quilométricas do péssimo Sistema Ferry-boat, para chegar à ilha de Itaparica sexta-feira e sábado (13). Até às 19h de ontem, a fila para embarque de veículos chegava ao bairro da Calçada. Pela manhã, chegou às imediações do Hospital da Mulher, em Roma. A fila de pedestres também foi imensa durante todo o dia e passou do Terminal de São Joaquim.
Há relatos de usuários que estavam em veículos para utilizar o serviço de que esperou mais de seis horas para a embarcar, tempo bem maior que as “três horas e meia em média”, segundo a Internacional Travessias, operadora do sistema.
E o pior: depois de tanto sofrimento, de enfrentar tanto transtorno no ferry-boat, quem chegou à Ilha de Itaparica não vai poder desfrutar o principal atrativo local – as praias. Nesta manhã de domingo, as chuvas caem fortemente em toda a Ilha. E a previsão da meteorologia é que o tempo siga fechado.
Sistema Ferry-boat envergonha baianos e turistas
O Sistema Ferry-boat continua horrível. Navios velhos e sem manutenção, sanitários dos terminais completamente abandonados, filas, cambistas vendendo passagens abertamente. E o pior: somente cinco embarcações em tráfego. Isto mesmo: cinco navios operando em um feriado prolongado, como previsão de milhares de usuários utilizando o sistema.
Para se ter ideia, o Sistema Ferry-boat operava com oito embarcações nos finais de semana e nos feriados prolongados, isto 20 anos atrás. A população de Salvador cresceu muito em 20 anos e a da Ilha de Itaparica, também. Mas o serviço, que continua sofrível, nada melhora. Pelo contrário.
Depois da concessão à iniciativa privada, o Sistema Ferry-boat só fez entrar em decadência, com a frota de embarcações sendo literalmente sucateada. Algumas navios já foram até para o fundo do mar. Outras apodrecem nos terminais. Desde que o Governo da Bahia fez a concessão, por lá já passaram 3 empresas e nenhuma investe nada na modernização do serviço. E a Internacional Travessias tem provado que é a pior de todas.
Para dizer que faz alguma coisa”, o Governo do Estado designou a Agerba para “regular e fiscalizar” os serviços e o contrato de concessão. A Agerba nada faz. É um órgão completamente decorativo na estrutura do governo: não regula nada e nem fiscaliza coisa nenhuma, deixando o usuário, o consumidor, completamente entregue ao que determina a concessionária.
É este governo, que nada regula e que não sabe sequer fiscalizar o patrimônio público, é este mesmo governo que faz propaganda da construção da ponte Salvador-Itaparica. A “”ponte” já era para ser inaugurada desde dezembro de 2013, se verdade fosse a promessa do folclórico Jaques Wagner, ex-governador da Bahia.

























