Bolsonaro divulgou o link do inquérito da Polícia Federal nas redes sociais ao lado do deputado Felipe Alves (PSL), relator da Comissão Especial do voto. impresso na Câmara – Foto: Imagem de TV/Captura.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou nesta quinta-feira (12) a abertura de um inquérito sobre a participação do presidente Jair Bolsonaro no vazamento de uma investigação sigilosa da Polícia Federal.
Segundo informações divulgadas pela TV Globo, em reportagem de Márcio Falcão e Fernanda Vivas, a decisão atende a um pedido feito pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na segunda-feira (9). A notícia-crime endereçada a Moraes foi assinada por todos os ministros do TSE e traz o relato de suposta conduta criminosa atribuída a Bolsonaro.
No último dia 4, o presidente divulgou nas redes sociais a íntegra de um inquérito da Polícia Federal que apura suposto ataque ao sistema interno do TSE em 2018 – e que, conforme o próprio tribunal, não representou qualquer risco às eleições.
Com a nova frente de investigação, Bolsonaro passa a ser alvo de quatro inquéritos no STF:
o que apura suposta interferência do presidente na autonomia da PF;
o que investiga suposta prevaricação em relação a denúncias de irregularidades na compra da vacina Covaxin;
o relacionado aos ataques de Bolsonaro às urnas, e
a nova apuração, sobre o vazamento de investigação sigilosa da Polícia Federal.
Moraes determinou a remoção dos links disponibilizados por Bolsonaro com a íntegra da investigação e o afastamento do delegado da PF que era responsável por esse inquérito.
O ministro também definiu que Filipe Barros e o delegado deverão prestar depoimentos à Polícia Federal. A decisão não prevê depoimento de Bolsonaro.
O que diz a decisão
No despacho desta quinta, Moraes ressaltou que os dados não poderiam ser divulgados sem autorização da Justiça.
“Os elementos comprobatórios da existência de informações sigilosas ou reservadas pertinentes aos sistemas informáticos do TSE nos autos do mencionado inquérito policial foram devidamente destacados nesta notícia-crime, a evidenciar claramente que os dados jamais poderiam ser divulgados sem a devida autorização judicial”, diz.
Fonte: TV Globo / Márcio Falcão e Fernanda Vivas / Clique aqui e leia mais…





























