
REDAÇÃO DA ILHA DE ITAPARICA
Enquanto o governador Rui Costa já fala até em decretar lockdown e as autoridades da Bahia se concentram em estudos de novas medidas para conter o avanço da Covid-19 no Estado, que atinge números sem precedentes desde o início da pandemia, com média de 66 mortes por dia, a Ilha de Itaparica continua com praias totalmente abertas e praticamente sem medidas de impacto adotadas pelas prefeituras para conter o avanço da doença.
Nesta quarta-feira, Salvador amanheceu com praias totalmente fechadas e com fiscalização rigorosa da Guarda Municipal e da Polícia Militar. Também fecharam suas praias os municípios de Lauro de Frentas, Camaçari e Mata de São João, todos na Região Metropolitana.
A Ilha de Itaparica, que fica bem em frente a Salvador, continua com todo o seu litoral aberto, num verdadeiro desafio ao bom senso e aos números explosivos do coronavírus na Bahia, que já acumula 660.506 casos confirmados e 11.320 mortes de Covid-19.
Ontem, pelo quinto dia consecutivo, o Estado registrou o maior número de pacientes internados em UTIs Covid-19 desde o início da pandemia. São 915 pacientes adultos e pediátricos em estado grave ocupando leitos nas diversas regiões da Bahia.
Municípios de praticamente todas as regiões anunciam diariamente medidas bem mais drásticas que as estipuladas pelo decreto do toque de recolher do Governo do Estado. O medo é geral.
Itaparica anuncia medidas restritivas para bares e restaurantes
Na Ilha de Itaparica, para não dizer que as duas prefeituras estão literalmente de braços cruzados, ontem o prefeito de Itaparica, Zezinho Oliveira, baixou decreto anunciando medidas para evitar aglomerações e restringir atividades como bares e restaurantes. Medidas consideradas tímidas pela população, que esperava um “pacote” municipal recheado de ações bem mais duras e abrangentes.

Bares, restaurantes e similares poderão funcionar até às 18h com atendimento presencial e até às 22 com sistema de delivery. Os estabelecimento só podem operar com 40% de sua capacidade, ou com ocupação limir=tada a 50 pessoas. Disponibilizar álcool 70º para os clientes.
As barracas de praia podem funcionar das 8h às 17h, oferecendo o máximo de 10 mesa, com quatro cadeiras cada, e com distanciamento de dois metros entre elas. Som está proinido.
Segundo ainda o decreto da Prefeitura de Itaparica, som móvel ou fixo está proibido em todo o município e as festas tipo paredões, que infernizam a Ilha de Itaparica, também, assim como o som automotivo. Por fim, o decreto proíbe a atracação de embarcações de turismo na cidade de Itaparica.
A Sesab informa que oficialmente Itaparica soma 579 casos de Covid-19 e 16 mortes. O boletim da Prefeitura de Itaparica aponta 549 novos casos e 14 óbitos. Os boletins da Prefeitura da Itaparica, desde a gestão anterior, apresenta sempre números mais próximos ou até iguais aos da Sesab.
Já a Prefeitura de Vera Cruz não anunciou qualquer medida, nova ou velha, para combater a disseminação da doença no município. Com litoral bem mais extenso em relação à Itaparica, Vera Cruz acumula 676 casos confirmados de coronavírus, segundo o boletim epidemiológico de ontem (23) da Secretaria de Saúde, e 29 mortes.
O boletim da Prefeitura, Municipal, também de ontem, mostra somente 648 casos e 11 mortes. Na verdade, desde o início da pandemia, os números municipais são sempre inferiores aos divulgados pela autoridade sanitária.
Nas redes sociais da Ilha de Itaparica, circularam mensagem atribuída à Prefeitura Municipal de Vera Cruz, dizendo que a “a contenção do vírus está sendo feita com sucesso”.
Com todo respeito, se verdadeira for essa mensagem. A Bahia vive um momento crítico, delicado, preocupante para todos. Para seus governantes de bom senso e para toda a sua população. Não estamos em um momento apropriado para comparações bobas, irreais ou mesmo furadas. Isso soa ridículo.
A hora é de se deixar as vaidades de lado, o oba-oba. O momento não é ideal para se achar o melhor. É o momento, sim, de se arregaçar as mangas e trabalhar. Mas trabalhar duro e muito, muito mesmo, visando a proteção da população da Ilha de Itaparica.
Esta pelo menos é a nossa opinião.
REDAÇÃO DO JORNAL DA MÍDIA
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