
Ele aproveitou para enfatizar que reitera tudo que falou em seu pronunciamento, mas que esclarecimentos adicionais serão dados apenas quando for chamado pela Justiça. “As provas serão apresentadas em momento oportuno, quando a Justiça solicitar”, afirmou.
Moro também contou que o presidente anunciou que vai divulgar um “vídeo-bomba” contra ele, mas disse não saber o que o vídeo poderia conter. Um pouco depois da divulgação da entrevista, o ministro do STF Celso de Mello determinou que a Polícia Federal colha o depoimento de Moro em no máximo cinco dias.
“Combate à corrupção não é prioridade do governo”
O ex-ministro também falou sobre corrupção e enfatizou que o combate a malfeitos não é prioridade do governo atual e que algumas situações foram surgindo no decorrer da gestão. “Começou com a transferência do Coaf para o Ministério da Economia. O governo não se movimentou para impedir a mudança. Depois, veio o projeto anticrime. O Ministério da Justiça trabalhou muito para que essa lei fosse aprovada, mas ela sofreu algumas modificações no Congresso que impactavam a capacidade das instituições de enfrentar a corrupção. Recordo que praticamente implorei ao presidente que vetasse a figura do juiz de garantias, mas não fui atendido. É bom ressaltar que o Executivo nunca negociou cargos em troca de apoio, porém mais recentemente observei uma aproximação do governo com alguns políticos com histórico não tão positivo. E, por último, teve esse episódio da demissão do diretor da Polícia Federal sem o meu conhecimento. Foi a gota d’água”, disse à revista.































