
A falta de condições para operar em períodos de maré baixa acentuada do Terminal Hidroviário de Vera Cruz, na Ilha de Itaparica, volta a prejudicar nesta quinta-feira (10) a travessia marítima do sistema Salvador-Mar Grande. Hoje o serviço está suspenso, nos dois sentidos, durante quatro horas – foi interrompido às 8h e voltará a atender às 12h. Com maré baixa, as embarcações ficam impedidas de atracar no terminal de Vera Cruz por falta de profundidade do canal de navegação. A partir do meio dia, quando retomar as operações normais, o sistema poderá atender com horários de saída de 15 em 15 minutos, caso ocorra concentração de demanda nos terminais, como forma de agilizar o transporte dos passageiros. A travessia iniciou as operações hoje às 5h e até às 8h vinha registrando intenso movimento de embarque. O último horário saindo de Mar Grande será às 18h30 e de Salvador, às 20h.
A travessia Salvador-Morro de São Paulo funciona normalmente nesta quinta. Da capital ao Morro de São Paulo, os horários são 8h30, 9h, 10h30, 13h e 14h30. Já no sentido inverso, os usuários são atendidos com horários às 9h, 9h30, 11h30, 13h30 e 15h. A Astramab informa aos usuários que as passagens podem ser adquiridas no momento do embarque nos guichês das concessionárias, no Terminal Náutico. A passagem custa R$ 85 e a viagem direta de catamarã dura 2h20. Nas escunas que fazem o passeio pelas ilhas da Baía de Todos os Santos, tem procurada moderada pelos turistas. As escunas zarpam a partir das 9h e durante o tour ocorrem duas paradas: em Ilha dos Frades e Itaparica (ponta de Areia). O retorno a Salvador acontece às 17h30.
Astramab Esclarece – Em nota à imprensa, a Astramab (Associação dos Transportadores Marítimos da Bahia) explica que as paradas momentâneas que o sistema da travessia Salvador-Mar Grande é obrigado a fazer em períodos de maré baixa são causadas pela falta de profundidade (calado) do canal de navegação do terminal hidroviário de Vera Cruz, equipamento que pertence ao governo do Estado, que fica inoperante com maré baixa. A entidade esclarece que vem defendendo a realização, junto ao governo, da dragagem (remoção de sedimentos como areia do canal para permitir a passagem das embarcações) e derrocagem (processo de retirada das pedras que impedem a plena navegação).
”Com esses serviços executados, a travessia ficaria livre de fazer paradas obrigatórias em períodos de maré baixa, beneficiando ainda mais os seus usuários, sempre atendidos com horários pontuais e por um sistema que é o meio de transporte mais rápido para a Ilha de Itaparica”, sustenta a nota da Astramab.





























