REDAÇÃO DO JORNAL DA MÍDIA
Mais uma vez o Governo da Bahia não cumprirá o prazo estipulado para a chegada a Salvador dos dois ferries usados comprados por R$ 55 milhões na Grécia. As duas embarcações, que foram anunciadas que estariam operando na travessia Salvador-Ilha de Itaparica em janeiro deste ano para diminuir os transtornos do Sistema Ferryboat, continuam na Grécia e nem mesmo no São João estarão na Bahia. Se o governo fosse seguir à risca o contrato de compra que assinou, o negócio já estaria cancelado – o prazo máximo para a chegada dos barcos foi de 180 dias e acabou em abril.

Os ferries, batizados como “Zumbi” e ‘’Dorival Caymmi’’ , continuam no porto de Salamina, na Grécia. Informações obtidas pelo JORNAL DA MÍDIA apontam que “por questões burocráticas”, o Banco do Brasil não liberou ainda a segunda parcela da compra, que é de 55% do valor das duas embarcações. A primeira parcela, de 10%, já foi paga, e as duas últimas, de 25% e 10%, segundo o contrato, seriam pagas quando os navios chegassem à Bahia e a tripulação local recebesse o treinamento para operar os barcos.
Um armador grego enviou fotos ao JORNAL DA MÍDIA, feitas em 14 de maio, que mostram o ”Dorival Caymmi” (o último à direita) na imagem atracado no porto. Além da quitação da segunda parcela do negócio, outros fatores que estão determinando o atraso para a saída das duas embarcações da Grécia são os serviços de adaptação dos barcos nos salões de passageiros e convés de veículos para aumentar a capacidade. Além disso, serão colocadas chapas para proteger os barcos no mar revolto que enfrentarão na viagem da Grécia até à Bahia.
Os navios deveriam estar operando na travessia Salvador-Ilha de Itaparica desde o mês de fevereiro, como forma de diminuir o sufoco da população, constantemente transtornada com os péssimos serviços que estão sendo prestados pela Internacional Marítima. Todas as previsões para a chegada dos barcos falharam: janeiro, Carnaval, Semana Santa e até mesmo o São João.
Se prevalecesse a última previsão anunciada pelo diretor-executivo da Agerba, Eduardo Pessoa, em entrevista à imprensa, dia 7 de março, os navios já estariam há mais de um mês na Bahia: “Eles saem de lá ainda esse mês (março). Como a viagem dura cerca de 20 dias, as embarcações devem chegar ao Brasil em meados de abril”, sustentou.
Ponte Aérea Salvador-Atenas – A verdadeira novela para a saída da Grécia do “Zumbi” e do “Caymmi” já levou algumas vezes diretores da Agerba e da Secretaria de Infraestrutura à Grécia. Anteontem, quem retornou depois de vários dias de uma viagem de inspeção aos barcos, feita em Atenas, foi o diretor de Qualidades e Serviços da agência, Rondon Brandão do Vale. E ontem ou hoje, quem voa para a Grécia é o chefe de Gabinete da Seinfra, Ivan Barbosa.
Por conta do “Zumbi”, a ponte aérea Salvador-Atenas já foi muito utilizada, desde outubro do ano passado, também por equipes técnicas e consultores contratados pela Seinfra/Agerba para “inspecionar” e resolver “questões burocráticas” com vistas a tirar os dois navios da Grécia, com enormes gastos com passagens internacionais e diárias pagas pelo Estado da Bahia. Portanto, quem conheceu a bela Grécia no outono, está retornando praticamente no Verão para um dos destinos turísticos mais badalados do mundo.
Comprou 3 e levou 2 – A licitação para a compra dos dois barcos gregos foi feita em novembro de 2013 e gerou muita polêmica. Os navios comprados pelo governo da Bahia por € 18 milhões – R$ 54,9 milhões – para integrar a frota do Sistema Ferryboat teriam valor de mercado de, no máximo, € 12 milhões – R$ 36,6 milhões.
Um representante de três empresas gregas que também participaram da concorrência, Marcos Leonelli Espinheira, detonou . ”Esse processo todo é ilegal desde a origem. Se não for completamente ilegal, de forma absurda, ele é amoral, que faz uma diferença enorme. Pode até que esteja na margem da ilegalidade o início dele, mas é amoral pela forma como foi feito” , denunciou Espinheira.
“O que é inaceitável é pagar o preço de três ferries e levar apenas dois. E ainda comprar um ferry com oferta menor de espaço e outro com possíveis problemas de propulsão”. Explica-se: o edital de licitação estabelecia que os navios teriam que ter capacidade para transportar 160 carros. O que o governo comprou só comporta 142 veículos. Mas segundo o então secretário de Infraestrutura, Otto Alencar, com as reformas e adaptações feitas, os baros podem transportar, cada um, 200 veículos e 1.500 passageiros.





























Bela reportagem autor merece parabéns pelo nível de informação. parece que foi feita por quem entende dá cpi do assunto. Mas este é o governo que a BAHIA. Enfim, uma coisa corrupta. Compartilhei no Facebook.
Bela reportagem autor merece parabéns pelo nível de informação. parece que foi feita por quem entende dá cpi do assunto. Mas este é o governo que a BAHIA. Enfim, uma coisa corrupta. Compartilhei no Facebook.
Porque vcs só relataram que somente o diretor RONDON aproveitou a mordomia na Grécia.? Isso não é coreto e querem poupar quem também foi? Porquê só dr RONDON? Me respondam. Será que o Sr. Eduardo Pessoa nunca foi lá? Se informem melhor porque vcs parecem que querem proteger pessoas para complicar a vida de outras.
Não vi nada demais no que o jornal falou do diretor da AGERBA dizendo que ele voltou ontem da Grécia. Dona Lúcia levantou suspeitas. Pra que isso?
Direto da Grécia pra vocês baianos que compraram 3 navios e levara, dois. Fato inétido em campanha publicitária de supermercados. Compre 3 e leve 2. Baiano é otário mesmo. O lançamento do ferry usadinho é de 2010. Prestem atenção no Zumbi.
Por que esse navio, de 4 anos e meio, não serve mais para os gregos? Parem e raciocinem…Raciocinem abestalhados.
QUEM SABE ATÉ A COPA DE 2018 ESSES FERRY BOAT NÃO CHEGAM, ESTÁ PERTO.
Consta que a Serasa grega não aprovou o cadastro do governo da Bahia; o barco de segunda mão, que aqui seria merecidamente batizado de FB Otto Alencar, só sai com pagamento antecipado.
No meu entendimento, não foram citados todos os nomes dos diretores que já viajaram para a Grécia porque, além da lista longa, segundo próprios funcionários da AGERBA que falam inclusive de fotos das farras gregas dos nossos conterrâneos em visita por aquelas terras, mas, porque o foco da matéria visa mostrar não só as mentiras pregadas pelos membros da SEINFRA e da AGERBA, mas também, o desperdício de dinheiro público e as farras que estamos custeando enquanto sofremos nas longas filas do sistema ferry boat sem nenhuma segurança.
A sra. Lúcia, que demonstra claro desejo de justiça a todos, deve então publicar os outros nomes dos farristas…………perdão……………dos viajantes.
Deveriam batizar os ferries com o nome de mensaleiro Luiz Inácio e Mensaleiro Jaques Wagner
Rapaz! Fui até à secretaria que cuida do transporte marítimo. Tanta cabeça branca que até parecia assombração. Revi todos aqueles velhos aliados de antigos governos. Pensei que havia voltado no tempo. No pátio, cada camionete de fazer inveja. Só camionetona. Nos corredores, as mesmas conversas de antigamente: boiada, eguada e mulheres. Continuam os mesmos de antigamente. Aliás, são os mesmos de ontem. Não mudou nada. Dizem ás más línguas e confirmam as boas que, caso eles não fiquem com uma boquinha no governo, tanto atazam que ninguém governa.
Fedegoso meu velho, bem lembrado. Essa secretaria que cuida de transporte marítimo e terrestre que você se referiu oportunamente em seu comentário, por lá só passaram verdadeiras cobras riadas né não? Anoitem aí: Benito Gama, Eraldo Tinoco, João Leão, Otto Alencar””””. Eita timão da zorra!!!! Esperar o que dessa gente meu Deus? Por isso as coisas não mudan. O governador Wagner vende até a alma por conta de votos. Não tem responsabilidade nenhuma nas nomeações. E o ex-egresso que foi nomeado pra Agerba já tomou posse? Quanta maluquice meu Jesus. O que esperar dessa gente.
Temos que ter esperança na possibilidade de anularmos o processo licitatório da compra dos 2 ferries com preço de 3 em processo desrespeitoso, pelo Ministério Público Baiano pois este tem farta documentação comprovando as inúmeras irregularidades sendo a irregularidade do preço e a documentação caracterizando estelionato pois a empresa portuguesa Happy Frontier NÃO ERA PROPRIETÁRIA das embarcações, como consta e de fácil comprovação entre a ATA DO PREGÃO PRESENCIAL e a documentação apresentada.
Marcos Espinheira