
O pré-candidato tucano à Presidência da República, senador Aécio Neves (MG), foi palestrante no Fórum Empresarial de Comandatuba e, durante o evento, rasgou elogios ao ex-governador de Pernambuco e presidenciável Eduardo Campos (PSB). Já para Dilma Rousseff, provável candidata a reeleição, o mineiro não foi tão apaziguador e disparou contra a petista.
Arrancando aplausos da plateia, Neves declarou: “não consigo ver o Eduardo como adversário, somos companheiros de trincheira do mesmo sonho”. E não parou por aí, “Não vejo como, a partir de 2015, não estarmos eu, Campos e Marina no mesmo projeto de País”.
Sobre Dilma, o tucano teceu comentários mais ácidos, em especial sobre os pilares macroeconômicos. “Estamos voltando à agenda de dez anos atrás”. E seguiu alfinetando, “tenho divergências profundas com os que estão no poder (governo do PT)”.
A política econômica de Dilma foi o principal alvo das declarações de Aécio. O senador disse que o próximo presidente terá uma “herança perversa” de inflação em alta, crescimento baixo e perda crescente de credibilidade. O mineiro lembrou os “péssimos resultados” da balança comercial brasileira, a “escorchante carga tributária” e prometeu que, se for eleito, vai apresentar em seis meses uma proposta de simplificação tributária, arrancando aplausos dos empresários. “Quem melhora a vida de cada um é a própria pessoa, Estado tem de ser apenas parceiro, restabelecendo a confiança e a esperança.”
Aécio ainda cobrou “coragem” para enfrentar os problemas de segurança pública. “Temos de ter coragem de enfrentar a questão da criminalidade, sem a omissão atual do governo federal”.
Sobre reforma política, o senador defendeu o voto distrital e o fim da reeleição, instituída durante mandato de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), e mandato de cinco anos. “Vou parodiar o presidente Lula e dizer que prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”. (Diário do Poder)
































