
A absoluta incompatibilidade entre o governador Jaques Wagner e o exercício da previsão e do planejamento prossegue como costumeiramente.
Os dois ferryboats usados que seu governo teria comprado na Grécia, para aliviar a situação calamitosa da travessia Salvador-Itaparica, não chegaram na segunda quinzena de janeiro, como anunciado em novembro.
E nem se sabe quando vão chegar.
Nem ao menos zarparam da Grécia.
As desculpas, nas palavras do “comandante” do sistema ferryboat, o vice-governador Otto Alencar, são a burocracia; aliás as burocracias: da Receita Federal, Ministério dos Transportes, Ministério da Indústria e Comércio, Banco do Brasil e até Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A ser verdade, hein, dá para imaginar a missão ainda bem mais impossível que seria para uma empresa privada realizar uma operação dessas.
Será que ao menos os dois ferryboats chegarão antes da inauguração da ponte Salvador – Itaparica?
(*) José Valverde é jornalista e coordenador do grupo “XÔ Corrupção” no Facebook































Quando foi anunciada a possibilidade de aquisição dessa embarcações usadas na Grécia, tive a oportunidade de comentar através do Jornal da Mídia que seria uma aventura e tanto.
A razão é muito óbvia: 1) as características dos ferries europeus são sintomáticas, ou seja, as rampas são projetada de bordo para terra. Os ferries baianos são de terra para bordo.
2) a boca da embarcação teria que ser nas mesmas dimensões das gavetas de atracação dos terminais;
3) o investimento feito para aquisição de embarcações antigas, ultrapassadas, irá onerar em demasia os custos de manutenção.
O Governo da Bahia demonstra completo despreparo ao adquirir embarcações velhas e fora dos padrões dos terminais com um custo próximo do valor de uma embarcação nova e construída no Brasil.
Teremos, enfim, mais um elefante branco, tal qual tivemos com o ferry boat Baía de Todos os Santos, adquirido pela COMAB.