
No dia em que foi “absolvido” pelos colegas deputados, ele fez um discurso na tribuna no qual reclamou das condições e da comida da cadeia. Donadon acabou afastado do cargo e deu lugar ao suplente depois de uma manobra regimental comandada por Alves.
O presidente da Câmara promete agora não pôr mais em votação casos semelhantes – como os dos condenados no julgamento do mensalão – enquanto não se aprovar o voto aberto. Nesta entrevista ao Estado, Alves também diz que o PMDB estará com Dilma Rousseff nas eleições de 2014. Abaixo, os principais trechos da entrevista.
A decisão de absolver Donadon afasta a Câmara do povo?
Isso gerou um desgaste, sim. Mas o que mais me frustrou foi o fato de apenas 405 parlamentares terem dado seu voto quando na Casa, durante o dia, quase 480 compareceram. Uma votação como aquela jamais poderia ser decidida por omissão. Acho que foi uma decisão mais emocional do que racional.
O que motivou as faltas?
Nesse processo, cada um tem de avaliar o que fez de certo, o que fez de errado. Prolonguei a sessão ao máximo para tentar aumentar a presença, mas respeito o resultado da Casa. Não sou ditador dela, sou só o presidente. E nessa condição decidi convocar o suplente, já que Donadon não poderá exercer o mandato por causa da prisão.(Eduardo Bresciani e João Domingos, ddo Estadão)





























