Londres – O líder do Taliban paquistanês Adnan Rasheed enviou uma carta à ativista de 16 anos, Malala Yousafzai, que foi alvo de um ataque do grupo, desculpando-se pelo atentado realizado no ano passado.
A emissora britânica Channel 4, que teve acesso ao documento, divulgou que Rasheed, que escreveu pessoalmente a carta, disse desejar “que o atentado a Malala nunca tivesse ocorrido” e que ele ficou “chocado” com atitude de seu grupo.
Ele define o ataque como um “incidente” e revela que existe um debate dentro do organismo se a ação foi certa ou errada, sem dar mais detalhes.
Após demonstrar “arrependimento”, no entanto, Rasheed justificou a violência contra Malala culpando sua “campanha de difamação contra os esforços [do Taliban] para estabelecer um regime islâmico” na região.
A jovem paquistanesa luta contra a Sharia, a lei islâmica, e pelo direito das mulheres de terem acesso à educação. No ano passado, ela foi atingida na cabeça e ficou seriamente ferida, quando chegava à sua escola, localizada em uma região controlada pelo Taliban no Paquistão.
Após o ataque, ela foi levada ao Reino Unido para ser tratada. Hoje ela vive com sua família na cidade de Birmingham. (Ansa Brasil)
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