“Estou ficando apavorado!”. Essa foi a reação do presidente do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos ao comentar com os aliados, durante a passagem por Brasília essa semana, sobre a quantidade de adesões e os rumos que tem tomado a já irreversível candidatura a presidente em 2014.
Mas estar apavorado não quer dizer que pode desistir. Pelo contrário. Esta semana mesmo, Campos avaliou com seu grupo os cenários em todas as regiões do país onde o PSB e os adversários — PT e PSDB — enfrentam dificuldades, os ataques que começam a sofrer dentro e fora do governo, o discurso que terá que adotar, e a posição dúbia do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff em relação a sua eventual candidatura.
A primeira conclusão de Eduardo Campos, nessas conversas, é que ele teria uma posição confortável no Nordeste, onde ajudou Dilma a ter uma dianteira de 10 milhões de votos na última eleição. Mas precisa construir caminhos para entrar em Minas, São Paulo e Rio. A divisão do PSDB em São Paulo e a fragilidade do partido no Rio, acredita, são pontos favoráveis e podem abrir esses caminhos.
A tomada de posição sobre um acordo para reabrir a discussão sobre distribuição de royalties foi um primeiro passo para Eduardo Campos botar os pés no Rio. A aposta é, principalmente, nas crises do PSDB e PT nesses dois estados. (Maria Lima, O Globo)































