
O “retrato do momento” – como os políticos chamam as pesquisas eleitorais – indica, em números amplamente passíveis de mudança radical até o pleito, a vantagem do prefeito de Salvador para 2014.
Sempre acima dos 30%, Neto é seguido, em segundo plano, todos no mesmo nível, por Geddel Vieira Lima, Otto Alencar, Walter Pinheiro e José Ronaldo. A depender da região, pode haver oscilações. Otto é mais forte na Chapada, Ronaldo, na região de Feira. Pinheiro e Geddel têm distribuição mais uniforme.
O interesse estratégico da oposição, mesmo sabendo de sua quase impossibilidade, é valorizar o passe do prefeito, colocá-lo sempre como uma sombra ante o poder estabelecido, sem desprezar uma eventualidade – e haja eventualidade – que o transforme num candidato viável.
Lições que a propaganda dá – “Quem não é o maior tem de ser o melhor”, dizia antigo anúncio de rede de postos de combustíveis, na tentativa de inseri-la na competição desproporcional com os gigantes do setor.
O conceito não deu certo na crueza da economia, e a pequena acabou tragada pela grande, mas com a oposição baiana, no caminho mais fluido da política, pode-se chegar a um projeto razoável.
Wagner em campo – O governador Jaques Wagner se movimenta intensamente para acalmar as ondas encrespadas da sucessão. Conversou com o ex-prefeito Luiz Caetano, renovou-lhe a oferta de secretaria, e o candidato ao governo “ficou de pensar”, ao contrário do que disse publicamente.
Os entendimentos já alcançaram também o secretário José Sérgio Gabrielli, o próximo da lista é o senador Walter Pinheiro. Nada foi definido até agora. Acertadinhas, mesmo, as coisas só estão com o secretário Rui Costa.
É o meu – Da bolsa de especulações da Assembleia Legislativa: “Neto só está esperando Rui Costa botar a cara para assumir a candidatura”. (Por Escrito)































