Os oito criminosos que exploditram a fábrica de joias no centro de Cotiporã, a 169 km de Porto Alegra, na madrugada deste domingo, 30, utilizaram grande carga de explosivos, segundo testemunhas. Elas dizem que foram cerca de dez explosões: “Parecia que o mundo viria a baixo”, afirmou um dos reféns do grupo que não quis se identificar.
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Conforme um dos proprietarios da empresa, que pediu sigilo de sua identidade, parte da estrutura do prédio foi danificada pela dinamite. “Um cofre caiu de um andar para outro”, disse.
Ele afirmou que ainda não foi possível contabilizar o que foi roubado, já que ainda há muitas joias entre os escombros. Mas admite que, depois das últimas três tentativas de assalto à empresa – inclusive com sequestro -, a instrução para os funcionários é deixar o menor número possível de peças dentro do estabelecimento.
“Ainda não sabemos o quanto foi levado. Esses R$ 300 mil que estão dizendo é mera especulção. Até porque os pedidos de final de ano já foram todos entregues. Além disso, é política da empresa deixar o mínimo de mercadorias na fábrica”, declarou.
Segundo o empresário, câmeras de segurança gravaram ao menos parte da ação dos bandidos. Segundo ele, chamou a atenção a preocupação de um dos criminosos com a imagem de uma santa dentro da fábrica. “Um deles, talvez devoto, teve o cuidado de proteger a imagem, retirando ela do local da explosão. A santa está intacta, ao lado do buraco na parede.”
Conforme o dono da fábrica, os sócios descartam a possível participação de antigos funcionários da empresa no ataque.
Durante o assalto, os bandidos fizeram nove pessoas como reféns. Três dos assaltantes morreram nos embates com a polícia, um deles o foragido mais procurado do Estado, Elisandro Rodrigo Falcão. (Estadão)































