O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) afirmou que, antes de ser indicado ao STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Luiz Fux teria dito que o processo do mensalão “não tinha prova nenhuma” e que “tomaria uma posição muito clara” no julgamento. As declarações foram feitas durante entrevista na noite de ontem (23) ao programa “É Notícia”, da RedeTV!.
Carvalho disse que à época Fux o procurou e comentou o processo do mensalão sem ser questionado. Segundo o ministro, Fux afirmou que a ação penal que seria julgada pelo STF era “sem fundamento”.
O julgamento do mensalão resultou na condenação de 25 réus, incluindo o ex-ministro José Dirceu, o ex-presidente do PT, José Genoino, e o ex-tesoureiro do partido, Delúbio Soares.
Em entrevista à Folha no início de dezembro, Fux afirmou que pensava que não existiam provas e que ficou estarrecido após leitura do processo.
O ministro também admitiu durante a entrevista que houve “baixa exigência” na seleção de nomes para cargos de direção nas agências reguladoras, quando foi questionado sobre a Operação Porto Seguro, deflagrada pela Polícia Federal. Para Carvalho, “falhou o filtro” na escolha dos indicados.
A PF desmontou no final de novembro um esquema de venda de pareceres técnicos fraudulentos para favorecer interesses privados. A investigação atingiu diferentes órgãos do governo federal, como a AGU (Advocacia-Geral da União), a Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) e a ANA (Agência Nacional de Águas).
O ministro disse ainda que “é muito doloroso” ver “companheiros se enriquecendo ao longo desses anos” ao comentar os escândalos do governo.
Carvalho também adiantou que a presidente Dilma Rousseff pode fazer uma reforma política no ano que vem e que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode ajudar nesse processo.
Disputas eleitorais – Questionado sobre as futuras disputas eleitorais, Carvalho disse que não é um “cenário absurdo” que o PT apoie o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), para a disputa presidencial de 2018. Para Carvalho, o PT demonstraria maturidade ao abrir possibilidade para outra sigla ser a cabeça de chapa.
O ministro ainda comentou o fraco crescimento econômico de 2012. Segundo Carvalho, o governo ficou “perplexo” com o PIB (Produto Interno Bruto). A previsão do Banco Central é que o PIB seja de 1% neste ano.
Carvalho justificou o discreto desempenho da economia dizendo que “os primeiros anos de um novo governo têm crescimento menor, por ser ano de montagem do governo”. Também criticou o ministro Guido Mantega (Fazenda). Questionado se a credibilidade de Mantega ficaria prejudicada ao fazer previsões econômicas acima do que de fato se confirmou, Carvalho respondeu que “é evidente, não vou negar”. (Folha)

































Isso demonstra que é necessário mudar a forma de escolha para Ministros do STF. Em verdade, cada escolhido tem que se comprometer tal qual Lewandowisk e Tofolli.
Vejam as atuações desses dois “Ministros”. É a maior vergonha deste país.