Saúde pública deve considerar dados meteorológicos para prevenir doenças

Renata Giraldi
Agência Brasil

Brasília – A Organização Mundial da Saúde (OMS), no estudo Atlas da Saúde e do Clima, divulgado hoje (29), alerta que a saúde humana está ameaçada pelas mudanças climáticas. A publicação destaca que as secas, as inundações e os ciclones geram surtos epidêmicos de doenças, como diarreia, malária, dengue e meningite.

No Atlas da Saúde e do Clima, há exemplos práticos de como adotar ações em saúde pública para prevenir os problemas causados pelas mudanças climáticas. A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, disse que é fundamental prevenir e preparar a população. Segundo ela, as ações conjugadas dão vida “ao coração da saúde pública”. “Informações sobre a variabilidade e mudanças climáticas são ferramentos poderosas que auxiliam as nossas tarefas”, disse.

A diretora-geral observou que, por enquanto, os dados dos serviços de informações sobre clima têm sido “subutilizados” na saúde pública. Para ela, a falta de atenção a esses dados acaba aumentando a incidência de doenças infecciosas, como malária, dengue, meningite e cólera. Segundo o estudo, a situação se agrava principalmente entre crianças e idosos.

O Atlas da Saúde e do Clima analisa os efeitos das mudanças climáticas em todos os continentes. Ao mencionar a América do Sul, a publicação destaca as inundações no Sul do Brasil, principalmente em Santa Catarina, e a seca no Norte, especialmente na Amazônia.

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