CLÁUDIO HUMBERTO
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Beto Ferreira Martins Vasconcelos, ou apenas Beto Vasconcelos, mineiro de Uberlândia, é o favorito para ser indicado pela presidenta Dilma ao Supremo Tribunal Federal, na vaga do atual presidente da Corte, ministro Carlos Ayres Britto, cujo decreto de aposentadoria será publicado em 16 de novembro no Diário Oficial da União. Nascido em fevereiro de 1977, Beto tem 35 anos e chegou à Casa Civil em 2005.
Laços pessoais – O mais provável futuro ministro do STF é filho de Gilberto Vasconcelos, que foi preso com a militante Dilma Rousseff, durante a ditadura militar.
Homenagem – O nome de Beto é um tributo a Carlos Alberto Freitas, “Beto”, líder morto da VAR-Palmares, organização armada da qual Dilma fez parte.
Longa vida – Confirmada a indicação, o jovem ministro Beto Vasconcelos poderá ficar no STF até no ano de 2047 e verá nove mandatos presidenciais.
É jovem, mas… – A indicação de Beto Vasconcelos seria bem recebida pelos ministros do STF ouvidos pela coluna, apesar das reservas quanto a sua idade. (Coluna de Cláudio Humberto)
































O capitalismo internacional, pelo menos a parte que busca se acautelar pelas blue chips estatais, tais como a Eletrobras, pode ser contra a nomeação. Beto, membro do Conselho de Administração da Eletrobras, com certeza encampou a ideia de reduzir a conta de luz tomando como parâmetro o lucro antes de impostos (EBITDA) da Eletrobras, o que fez o Barclay´s abaixar o preço-alvo da principal ação da Eletrobras de R$ 29 para R$ 1, e a ação cair quase 50%. A Eletrobras é a única concessionária que não questiona nem denuncia o plano como provável causador de apagões a partir de 2014, por comprometer a capacidade de investimentos das elétricas. Pelo menos um fundo de investimento divulgou carta ameaçando processar os membros do conselho de administração se essa posição não for revista. Página da carta: http://www.amecbrasil.org.br/mercadodecapitais/home/amec-destaca/veja-aqui-a-carta-enviada-pela-gestora-skagen-a-administracao-da-eletrobras.html
Desde Barbosa e Toffoli, o escárnio dos governantes com o Supremo Tribunal Federal já não conhece limites. Assim, infelizmente, a eventual indicação de mais um apaniguado político, ‘quinta coluna’ oriundo dos intestinos do governo, não surpreende.