
Chaviano deveria ter sido libertado em 9 de setembro, mas segue em uma prisão de segurança máxima, no centro de Havana. O porta-voz da Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional, Elizardo Sánchez, pediu uma “resposta urgente” por parte do Governo.
– Neste momento, o estado de Marta é crítico, porque ela é diabética. Sua pele está ressecada, a água não passa por sua garganta, e não ela não pode se manter de pé – disse à agência AFP Yazmani Nigles, um dos ativistas. – Combinamos que a greve será cumprida até que o governo ceda aos pedidos, que não são nada de outro mundo. Se não estabelecerem a realidade, terão 25 mortos a mais nas costas.
Segundo ela, Roque, de 67 anos, preferiu que não lhe vejam em seu atual estado e pediu para que não fossem tiradas fotos. Em uma sala do apartamento da opositora, no centro de Havana, também seguem a greve de fome Yadira Rodríguez, de 22 anos, Rosa María Naranjo 50, Fermín Zamora e Iris María Rodríguez, ambos com 45 anos.
– Começamos a greve na segunda-feira e desde então bebemos apenas água – informou Zamora.
Marta Beatriz Roque, a única mulher entre os 75 dissidentes presos em 2003 condenados a longas penas, foi libertada em 2004 por motivos de saúde. A economista começou suas atividades como opositora em 1989, e cumpriu quatro anos de prisão entre 1997 e 2000. (O Globo)































