LUÍS AUGUSTO GOMES
A possibilidade de “pôr em risco um alto volume de recursos públicos para uma obra sem a garantia de que é a melhor proposta” foi aventada pelo deputado Paulo Azi (DEM), líder da oposição, em discurso na Assembleia Legislativa, com relação ao anunciado metrô da Avenida Paralela.
O parlamentar referia-se à audiência pública da última sexta-feira, na própria Assembleia, na qual foi feito “sério questionamento de ordem técnica” com relação à execução do projeto, numa demonstração de que “o desperdício de recursos não preocupa esse governo”.
Candidato é acusado pela redução da linha 1 – O discurso de Azi, na verdade, teve como mote inicial a “notícia negativa”, dada pelo governador Jaques Wagner, de que “o metrô calça-curta não mais funcionará este ano” e que a operação só ocorrerá quando estiver concluído também o trecho do Acesso Norte a Pirajá.
O deputado afirmou que essa concepção original da chamada linha 1, incluindo ainda a proposta de extensão até Cajazeiras, foi reduzida de 12 para seis quilômetros “pelo mesmo PT que hoje diz o contrário”. Ele acusou o então líder do partido na Câmara dos Deputados, Nelson Pelegrino, de “responsável maior pelo corte” determinado pelo presidente Lula.
“Pensam que esquecemos, mas os fatos estão todos aí para serem lembrados”, disse Azi, concluindo que “há mais de três anos se sabe que Salvador seria subsede da Copa do Mundo, mas não teve um projeto discutido no transporte e na mobilidade urbana”. (Por Escrito)






























