Alex Rodrigues
Repórter Agência Brasil
Brasília – As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) libertaram esta tarde o jornalista francês Roméo Langlois. Correspondente de veículos internacionais como o canal France 24 e do jornal Le Figaro, Langlois estava em poder do grupo guerrilheiro desde o último dia 28 de maio.
Rodeado por soldados das Farc, Langlois foi entregue aos integrantes da missão humanitária coordenada pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha próximo a uma aldeia de La Montañita, no estado de Caquetá, a cerca de 400 quilômetros da capital colombiana, Bogotá.
Ao ser libertado, Langlois afirmou à emissora multiestatal de televisão Telesur, único órgão de imprensa autorizado a acompanhar o resgate, que é necessário que os jornalistas continuem cobrindo o conflito entre as forças do governo colombiano e as Farc.
A Telesur ainda não divulgou o vídeo com as declarações de Langlois, mas adiantou, em seu site, que o jornalista declarou ter sido tratado com muito respeito, sem ter sido amordaçado ou amarrado, e que estava “um pouco cansado”. Ainda segundo a emissora, Langlois lamentou que governo e guerrilheiros tenham explorado politicamente seu sequestro.
Faziam parte da missão humanitária, a senadora colombiana Piedad Córdoba, o emissário do governo francês Jean-Baptiste Chauvin (indicado pelo próprio presidente, François Hollande), e funcionários da Cruz Vermelha, entre eles Jordi Raich, chefe da delegação da entidade humanitária na Colômbia.
Desde ontem (29), a imprensa colombiana atribui à senadora Piedad Córdoba a informação de que, embora Langlois more há dez anos na Colômbia, deverá viajar para a França tão logo chegue a Bogotá. Segundo a Telesur, no entanto, o jornalista deve conceder uma entrevista coletiva amanhã (31), na sede da embaixada francesa na capital colombiana.





























