Paulo Virgilio
Agência Brasil
Rio de Janeiro – Pelo segundo ano consecutivo, a Secretaria Municipal de Cultura do Rio promove um evento destinado a difundir e a valorizar o legado do Continente Africano para a cultura brasileira. Nesta semana, o projeto África Diversa oferecerá, com entrada gratuita, apresentações artísticas, lançamentos de livros e seminários educativos, com palestras, oficinas e debates.
Situado junto à Praça Onze, área do centro do Rio conhecida no século 19 como Pequena África e berço do samba carioca, o Centro Municipal de Artes Calouste Gulbenkian é mais uma vez o local escolhido para sediar o evento. Aberto ao público em geral, o projeto também atende à necessidade, por parte de educadores e artistas, de formação e aprofundamento nos temas das culturas africana e afro-brasileira.
A programação teve início, no entanto, em outros locais da cidade, e começou às 10h desse domingo (20), com a apresentação na Praia de Copacabana do grupo folclórico Boi Brilho de Lucas, do Maranhão. Às 15h, na Praça XV, no centro, se apresentou o também maranhense Roda do Tambor de Crioula. No Calouste Gulbenkian, as atividades começam nesta segunda-feira (21), com a abertura oficial, às 9h, pelo secretário municipal de Cultura, Emilio Kalil, e o início do seminário educativo e de uma série de atividades artísticas.
“Queremos acabar com essa noção ainda existente de que a África é um país, e não um continente, por isso, como no ano passado, trazemos representantes de dois países africanos para o evento”, afirma a curadora do África Diversa, Daniele Ramalho. Deste vez, as atrações são o principal ator do Mali, Habib Dembélé, que apresentará no dia 24, às 18h, juntamente com o também ator Hassane Kouyaté, de Burkina Faso, o espetáculo The Island, que fala da tradição dos griots. Os dois já trabalharam com o renomado diretor de teatro britânico Peter Brook e têm uma carreira bem-sucedida no teatro da França.




























