Um grupo interditou uma via com pneus e entulhos e ateou fogo em um ônibus que fazia a linha Estação Mussurunga x Fazenda Grande. Foto: Reprodução/Redes Sociais.
Os moradores de São Cristóvão, em Salvador, amanheceram sem ônibus nesta sexta-feira (24), depois que um coletivo do transporte público foi incendiado durante um protesto motivado pela morte do vendedor de lanches Leonardo Gil Lima, conhecido como “Léo Lanches”. O trabalhador foi baleado durante um confronto entre policiais militares e homens armados na noite de quinta-feira (23).
Em nota, a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) informou que a circulação dos ônibus foi suspensa em todo o bairro por questões de segurança. As linhas que passam pela região estão sendo desviadas por Mussurunga, enquanto os coletivos que partem do terminal de São Cristóvão circulam apenas até a Avenida Dorival Caymmi, fazendo base na Estação Mussurunga. Equipes da pasta acompanham a operação na região.
Leonardo Gil Lima foi atingido durante uma ocorrência registrada por volta das 20h40, na localidade de Lessa Ribeiro. Segundo a Polícia Militar, equipes da 49ª Companhia Independente (CIPM) realizavam rondas quando encontraram homens em atitude suspeita. Ainda conforme a corporação, os suspeitos atiraram contra os policiais, que revidaram.
Após o confronto, os militares fizeram buscas na área e, ao retornarem para a viatura, encontraram Leonardo ferido. Ele foi socorrido para o Hospital Menandro de Farias, mas não resistiu aos ferimentos. Moradores afirmam que “Léo Lanches” trabalhava na comunidade e não tinha qualquer ligação com atividades criminosas. A morte provocou revolta no bairro.
Cerca de uma hora após a ocorrência, um grupo interditou uma via com pneus e entulhos e ateou fogo em um ônibus que fazia a linha 1036 – Estação Mussurunga x Fazenda Grande 2/Cajazeiras 8. Segundo a Semob, o veículo foi atacado na Avenida Aliomar Baleeiro e ficou completamente destruído.
A Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) informou que se solidariza com familiares e amigos da vítima e afirmou que a Polícia Civil e a Corregedoria da Polícia Militar instauraram inquéritos para apurar todas as circunstâncias da ocorrência. As investigações buscam esclarecer como Leonardo foi atingido durante a ação policial.
Fonte: Jornal Correio
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