Ciclista mostrou em fotografias trechos da Orla da Boca o Rio abandonados e ocupações improvisadas com barracos armados no espaço. – Foto: Divulgação.
Um ciclista de Salvador usou as redes sociais, na terça-feira, 23/06/2026, para reclamar do estado de conservação e da falta de fiscalização na orla da Boca do Rio, área de circulação pública da capital baiana, e provocou reação política do ex-deputado estadual Marcelino Galo, que associou a queixa à gestão do prefeito Bruno Reis e às movimentações políticas do grupo ligado a ACM Neto durante os festejos juninos no interior da Bahia.
A manifestação ocorreu por meio do Instagram, onde o ciclista relatou insatisfação com as condições observadas na orla da Boca do Rio. Segundo o relato, a área apresentaria sinais de abandono e ocupações improvisadas, com barracos armados em espaço público, sem que houvesse, até aquele momento, fiscalização municipal visível.
O cidadão afirmou ser eleitor de Bruno Reis e cobrou providências da Prefeitura de Salvador. A crítica ganhou repercussão política por ocorrer em meio aos festejos juninos, período em que o prefeito foi visto ao lado de ACM Neto em Cruz das Almas, no Recôncavo baiano.
A reclamação concentra dois pontos de interesse público: a manutenção de equipamentos urbanos em área costeira de grande circulação e a percepção de moradores sobre a presença do poder público em regiões de uso coletivo. No caso da Boca do Rio, a cobrança envolve limpeza, ordenamento, segurança urbana e fiscalização de ocupações irregulares.
Marcelino Galo associa episódio ao desgaste político da gestão municipal
Após a publicação do ciclista, o ex-deputado estadual Marcelino Galo criticou a administração de Bruno Reis e afirmou que o episódio reforça questionamentos sobre prioridades da gestão municipal. Para o petista, as imagens do prefeito em momentos de descontração durante o São João contrastam com reclamações de moradores sobre problemas urbanos em Salvador.
Em declaração, Galo afirmou que, caso Bruno Reis esteja “pensando em virar cantor” depois do que classificou como “fiasco do atual mandato”, as imagens dele em karaokê com ACM Neto, em Cruz das Almas, o “desaprovam completamente”. A fala tem caráter político e deve ser compreendida como avaliação de um adversário da atual gestão municipal.
O ex-deputado também estendeu a crítica a ACM Neto, citando a derrota eleitoral do ex-prefeito em 2022 e mencionando consultorias atribuídas ao ex-gestor no contexto das discussões públicas envolvendo o Banco Master. A referência ao banco ocorre em meio a um ambiente político marcado por investigações, liquidação extrajudicial da instituição financeira e disputa de narrativas entre grupos adversários na Bahia.
Orla da Boca do Rio concentra relevância urbana e social
A Boca do Rio é uma região estratégica de Salvador por reunir áreas residenciais, comércio, circulação de trabalhadores, lazer, equipamentos públicos e acesso à orla. Problemas de manutenção urbana em espaços dessa natureza tendem a ter impacto direto na percepção de segurança, na qualidade de vida dos moradores e na atratividade turística da cidade.
A instalação de barracos improvisados em áreas públicas, quando confirmada, exige atuação coordenada de diferentes órgãos municipais. A resposta administrativa costuma envolver fiscalização, assistência social, ordenamento do solo urbano, limpeza pública e, quando necessário, encaminhamento de pessoas em situação de vulnerabilidade para serviços especializados.
A reclamação do ciclista sobre a orla da Boca do Rio expôs uma cobrança concreta por zeladoria urbana em Salvador e abriu nova frente de desgaste político para a gestão Bruno Reis. A reação de Marcelino Galo ampliou o alcance do episódio ao relacionar a denúncia local à agenda pública do prefeito, à presença de ACM Neto nos festejos juninos e ao debate político envolvendo o Banco Master.
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