Diplomata Luís Cláudio Villafañe e brasão do MRE de Taiwan. Fotos: Edilson Rodrigues/Agência Senado e mofa.gov.tw/Reprodução/Via DP
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CLÁUDIO HUMBERTO
Em entrevista a jornal em chinês, o embaixador Luís Cláudio Villafañe Gomes Santos, que chefia o escritório do Brasil em Taipei (Taiwan), fez declarações que, pela gravidade, não são apenas “deslize retórico”. Afirmou que o território ao qual está acreditado “não é reconhecido como país” e que pertence à República Popular da China. O episódio é constrangedor, até porque Santos não é novato e tem reputação consolidada no Itamaraty. Mas é profissional do tipo que cumpre ordens.
Agressão gratuita
Na História, nunca um diplomata brasileiro em Taipei negou a existência do país com o qual o Brasil mantém relações há cinco décadas.
Porta-voz chinês
Preocupante é a naturalidade com que Brasília parece aceitar que um de seus diplomatas atue como porta-voz da política externa chinesa.
Diplomacia abestada
O erro estratégico revela muito mais sobre a abobalhada política externa brasileira do que o embaixador Luís Cláudio jamais pretendia confessar.
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