Libório construiu uma carreira sólida no jornalismo impresso, no rádio e na televisão. Foto: TV Bahia/Reprodução.
Morreu nesta sexta-feira (19), em Salvador, o jornalista Carlos Elysio de Souza Libório, aos 85 anos. Ele estava internado na Clínica Florence há uma semana. Não há informações sobre a causa da morte. A informação foi confirmada nas redes sociais por amigos e ex-colegas. O velório será no sábado (20), às 17h, no Jardim da Saudade, em Brotas, e o enterro no domingo (21), às 10h30.
Carlos Libório nasceu em 8 de fevereiro de 1940 em Ilhéus, no Sul da Bahia, e se mudou para Salvador ainda na infância, aos 11 anos. Formado em Direito, iniciou a trajetória no jornalismo cobrindo esportes, uma de suas paixões, e teve papel decisivo na história do futebol baiano ao criar a sigla “Ba-Vi”, maior clássico do estado, entre Bahia e Vitória.
O termo surgiu durante o fechamento de uma edição do extinto Jornal da Bahia, quando era preciso criar um título curto para a manchete. O jornalista se inspirou em clássicos como Fla-Flu e Gre-Nal e criou o “Ba-Vi”. “Alguns cronistas achavam que devia ser ‘Vi-Ba’, porque o Vitória é mais antigo, mas ‘Ba-Vi’ é mais sonoro, mais curto, mais direto”, contou Libório em entrevista à Associação Bahiana de Imprensa (ABI), em 2022.
Libório construiu uma carreira sólida no jornalismo impresso, no rádio e na televisão. Fez parte da primeira equipe da revista Placar, nos anos 1970, trabalhou na Veja, na Rádio Cruzeiro, no Jornal da Bahia, na Tribuna da Bahia e na TV Itapoan, onde atuou como editor e redator do programa Repórter Esso. Nos anos 1980, assumiu a Secretaria de Comunicação do Estado.
Até que, em 1985, se tornou o primeiro diretor de Jornalismo da TV Bahia, cargo que ocupou por 23 anos. Ao longo desse período, ajudou a emissora a se consolidar como referência no Nordeste. Em paralelo, também foi professor da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e um dos responsáveis por implantar programas de estágio na TV Bahia.
Carlos Libório recebeu diversas homenagens ao longo da vida. Em 1996, foi contemplado com o título de Cidadão Soteropolitano, em sessão solene na Câmara Municipal de Salvador. Em 2002, recebeu a Medalha do Mérito Eleitoral da Bahia, concedida pelo Tribunal Regional Eleitoral por unanimidade. Em 2020, foi homenageado pela Assembleia Legislativa da Bahia. – Fonte: Jornal Correio
Leia também:




































