Francisco Erismá, da Fazenda, alegou dinheiro curto, mas a arrecadação bate recordes – Foto Saulo Cruz/AgSenado.
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CLÁUDIO HUMBERTO
Audiência pública no Senado expôs crise humanitária no agro gaúcho, com denúncias de suicídios, depressão e destruição de mais de 30 famílias desde 2020. Produtores rurais do Rio Grande do Sul acusam instituições financeiras de práticas abusivas em meio a perdas estimadas em R$320 bilhões, metade do PIB estadual. Juros de até 25% ao ano, venda casada ilegal e apropriação indevida de terras e produção foram relatados por representantes da Aper, Abdagro e Farsul.
Tem gente morrendo
“Não é só economia, há suicídio”, alertou a senadora Damares Alves (Rep-DF), presidente da Comissão de Direitos Humanos.
Desinformação
Cláudio Filgueiras, do Banco Central, disse nunca ter visto instituição receber pagamento em soja, contradizendo relatos de produtores.
Desmentido na lata
Francisco Erismá, da Fazenda, alegou dinheiro curto, mas a arrecadação bate recordes, lembrou Antônio da Luz, economista-chefe da Farsul.
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