Celso Sabino e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto — Foto: Ricardo Stuckert/PR
O ministro do Turismo, Celso Sabino, entregou nesta sexta-feira (26) sua carta de demissão ao Palácio do Planalto. Apesar do gesto formal, ele ainda atua nos bastidores para tentar permanecer no cargo, movimento que tem desagradado o União Brasil, partido ao qual é filiado.
O União determinou a saída, na semana passada, após romper politicamente e eleitoralmente como o governo Lula.
Reportagem de.Julia Lindner, do canal GloboNews informa neste sábado (27) que uma das principais frentes de articulação de Sabino é contar com o apoio do presidente do PT, Edinho Silva, que defende sua permanência.
Segundo aliados, Edinho pretende procurar o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, para tentar convencê-lo a manter Sabino na pasta. O petista argumenta que o ministro foi alvo de pressão desmedida e pode ser peça importante para consolidar o palanque de Lula no Pará como candidato ao Senado em 2026
Partido vê demissão irreversível
No entanto, dentro do União Brasil a avaliação é de que a saída de Sabino é irreversível. Parlamentares relatam que os grupos internos de mensagens estão tomados por manifestações em tom de despedida.
Integrantes da Executiva do partido afirmam que Sabino pode até ser alvo de processo de expulsão, já que uma resolução de 18 de setembro obrigava os filiados a deixarem cargos no governo federal em até 24 horas — prazo que já se esgotou.
Fonte: GloboNews
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