A Braskem é a maior produtora de resinas termoplásticas das Américas – Foto: Divulgação
O empresário Nelson Tanure notificou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a respeito de seu plano de comprar a participação da Odebrecht (Novonor) na petroquímica Braskem. Reportagem do jornal O Globo, assinada por Rennan Setti, informa que a apresentação da eventual transação ao órgão ocorre apesar de obstáculos que ainda precisam ser superados para a conclusão do negócio — entre eles, a oposição dos bancos credores.
Via de regra, as companhias notificam o Cade com contratos já fechados. A matéria de O Globo observa que a decisão de Tanure e da Odebrecht indica que as partes querem acelerar os trâmites legais enquanto tentam vencer a oposição dos críticos à transação. Pelas negociações, Tanure — acionista de referência da petroleira Prio — assumiria a posição de controle da Odebrecht/Novonor na Braskem.
Em fato relevante divulgado na manhã desta segunda-feira, a Braskem afirmou que a Odebrecht, por meio da NSP Investimentos — subsidiária que detém 50,1% das ações ordinárias da petroquímica — e o fundo Petroquímica Verde — veículo de Tanure — haviam notificado o órgão antitruste “solicitando autorização (…) para uma potencial transação”.
A companhia ponderou, porém, que “até a presente data não foram celebrados quaisquer instrumentos definitivos e vinculantes com relação à eventual transação, que permanece sujeita a avaliações e confirmações usuais em transações dessa natureza.”
“Dentre outras condições às quais a eventual transação está sujeita, além da aprovação do Cade, destacam-se: (i) o cumprimento das obrigações assumidas pela Novonor perante a Petrobras no âmbito do acordo de acionistas da Braskem; e (ii) a conclusão, de maneira satisfatória, de negociações com os bancos detentores das alienações fiduciárias das ações da Braskem detidas indiretamente pela Novonor”, disse a Braskem.
Fonte: O Globo/ Reportagem de Rennan Setti
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