A comissão que investigou Manipulação de Resultados em Partidas de Futebol, sendo presidida pelo deputado Julio Arcoverde (PP-PI). Foto: Gilmar Félix/Câmara dos Deputados
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CLÁUDIO HUMBERTO
Com Tiago Vasconcelos
No início do ano legislativo, já se contabiliza um total de sete pedidos de comissões parlamentares de inquérito (CPIs) apresentados ainda em 2023. Todas atendem aos requisitos e aguardam apenas serem criadas oficialmente pela Câmara dos Deputados, principalmente o número mínimo suficiente de 171 assinaturas. Estão engatilhadas, entre outras, a CPI do Tráfico Infantil e Exploração Sexual, a CPI do Crack, a CPI do Crime Organizado e a CPI do Abuso de Autoridade do Judiciário.
Só falta liberar
Também aguardam liberação as CPIs das passagens promocionais (caso 123 Milhas) e duas para investigar concessionárias de energia.
Processo
As comissões dependem de decisão do presidente da Câmara, Arthur Lira, que determinará ou não a instalação de cada CPI.
Ano passado
Em 2023, três comissões não apresentaram grandes resultados: a CPI das Americanas, a CPI do MST e a CPI da Manipulação no Futebol.
Poder sem Pudor

O sociólogo e o operário
Na campanha de 1978, o MDB de São Paulo lançou ao Senado um professor e sociólogo, que começou distribuindo panfletos na porta da Volkswagen. Era uma chatíssima carta de compromissos, solenemente desprezada pelos operários. Fominha, ele mandou recolher os papéis no chão, para reaproveitá-los. Mas um sindicalista passava por ali, e, gentil, subiu no carro de som de Fernando Henrique Cardoso e, ao microfone, pediu aos companheiros atenção aos panfletos. Deu certo. O sindicalista que quebrou o galho do sociólogo era Luiz Inácio da Silva, o Lula.
Ceticismo
O deputado Kim Kataguiri (União-SP) afirmou ao podcast do Diário do Poder não acreditar na reação do Congresso, mesmo após perseguição a parlamentares: “Não esperem muito do Congresso este ano”, avisou.
Explica aí, TCU
Presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), órgão de controle que já foi mais sério, Bruno Dantas tem o dever de explicar o convite e a presença, em seu casamento, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, ex-presos por corrupção hoje dedicados a provar que continuam influentes.
Sempre eles
Joesley e Wesley são os controladores da holding J&F, que tentou “apoiar” a atuação da Transparência Internacional. O diretor da ONG, Bruno Brandão, diz que a oferta da dupla foi prontamente recusada.
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