CLÁUDIO HUMBERTO
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A espera pela “tradução da bula, do japonês para o português” é a nova desculpa do Ministério da Saúde para a demora na distribuição e aplicação da vacina contra dengue, doença que já atormenta cerca de 250 mil brasileiros. A desculpa caricata apenas esconde a incompetência da pasta para resolver problemas de saúde pública e a ineficiência geral do setor público para cumprir sua obrigação: há semanas, farmácias e laboratórios privados oferecem a mesma vacina. Com bula traduzida.
Eficiência privada
Enquanto o Ministério da Saúde se revela preguiçoso em seu labirinto, laboratórios privados aplicam vacinas ao preço médio de R$300.
Chama o japonês
Se o problema é só traduzir, qualquer um de centenas de tradutores juramentados de japonês que atuam no País resolveria o problema.
Expectativa frustrada
O problema é que a quantidade de vacinas equivale a pouco mais de 1% da população e sua eficácia se dá após a 2ª dose, seis meses depois.
Poder sem Pudor
Pontaria ruim
Nos anos 1940, o deputado Otávio Mangabeira (UDN) foi representar a Câmara em uma demonstração de tiro da Marinha, em alto mar. Não gostou da missão porque detestava exibições militares. Durante o exercício, era visível o seu desinteresse. O comandante resolveu ir à forra quando percebeu que o absorto Mangabeira tomou um susto com um dos tiros: “Ora, deputado, não vá me dizer que está com medo…” Mangabeira foi rápido no gatilho: “Estou sim, almirante. É que o único lugar seguro, por aqui, é o alvo!…”
Doador fiel
Desde 2016 Marco Cepik, novo nº 2 da Abin, faz doações regulares a candidatos esquerdistas. O valor é até modesto, mas representativo, R$3.450 para comunas de Minas, Rio Grande do Sul e Paraná.
O difícil
Para Flávio Bolsonaro, elogio de Lula a Tarcísio de Freitas quando era ministro de Jair Bolsonaro não é surpresa. “Elogiar ministros de Bolsonaro é fácil, difícil é elogiar ministros de Lula”, arremata o senador.
É ficha limpa
Tarcísio de Freitas (Rep) não caiu na provocação da claque petista que aproveitou evento com Lula e pediu para o governador voltar para o PT. “Nunca fui do PT”, disse momentos depois o governador de São Paulo.
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