Na Aneel, Efrain gerou muitas críticas de colegas e entidades do setor. – Foto: Agência Senado/Via Diário do Poder/Reprodução.
* As informações e opiniões publicadas nesta coluna são de responsabilidade exclusiva do autor e, necessariamente, não refletem a posição do Jornal da Mídia.
CLÁUDIO HUMBERTO
O Ministério de Minas e Energia terá de reservar uma mesa com muitas e fundas gavetas para o novo secretário-executivo da pasta, Efrain Cruz, que firmou reputação na Aneel, “agência reguladora” de energia elétrica, como engavetador-geral. Efrain engavetou, em média, 60 importantes processos por ano, em quatro anos de mandato na Aneel. No fim do seu período, deixou nas recheadas gavetas impressionantes 274 processos pendentes de decisão. Todos foram redistribuídos aos demais diretores.
Unanimidade contra
Além de deixar extensa pauta de processos paralisados, a passagem de Efrain pela Aneel gerou muitas críticas de colegas e entidades do setor.
Não sobrou ninguém
A escolha de Efrain para “vice-ministro” de Minas e Energia parece ter sido por exclusão. O governo levou 75 dias para bater o martelo.
Made in Rondônia
Efrain foi indicado à Aneel pelos políticos de Rondônia Waldir Raupp, alvo da Lava Jato, e senador conservador Marcos Rogério (PL).
Indicação bolsonarista
A opção do ministro Alexandre Silveira sinaliza a espantosa aproximação do governo Lula com Marcos Rogério, ex-líder de Bolsonaro no Senado.








































