O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) pode roubar votos de Pacheco Foto: Reprodução/Agência Senado.
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CLÁUDIO HUMBERTO
O entorno de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) captou dois fenômenos prejudicando a campanha do senador mineiro, que tenta ser reconduzido à Presidência do Senado. Em menor intensidade, Eduardo Girão (Pode-CE), também candidato, pode empurrar a inédita disputa para o segundo turno, que seria disputado entre Pacheco e Rogério Marinho (PL-RN), apoiado por Jair Bolsonaro. Já Davi Alcolumbre (União-AP) é tido como “tóxico”, até pelas insinuações em torno do uso das “emendas do relator”.
Segundas intenções
Cabo eleitoral de Pacheco, Alcolumbre tem a desconfiança dos pares. O senador do Amapá quer apenas continuar presidindo a CCJ.
Orçamento Secreto 2.0
Senadores relataram à coluna “conversas estranhas” sugerindo “maior facilidade” para liberar verbas em ministérios caso Pacheco leve o pleito.
Olho nas redes
Parlamentares também dizem que monitoramento das redes sociais apontam rejeição aos associados a Alcolumbre e citam a #PachecoNão.
Poder sem Pudor

No coração das mulheres
Com fama de mulherengo, João Cordeiro de Sobral foi candidato a prefeito de Salto do Céu (MT) em 1982 e, num comício, enfrentou o problema: “Como não podem dizer que sou vagabundo ou ladrão, exploram a minha fraqueza pelo sexo feminino. Tudo o que dizem é verdade, só esqueceram de dizer que eu sou bom pai e bom marido. Não é, Adalgisa?…” A mulher, presente, balança a cabeça, concordando. João continuou: “Nesta praça, muitas das senhoras presentes sabem que foram muito felizes todas as que desfilaram pela passarela do meu coração…” Ganhou a eleição de goleada.
Semiaberto
O deputado eleito Nikolas Ferreira (PL-MG) ironizou o desbloqueio das redes sociais, cheio de regras impostas por Alexandre de Moraes, “avisa lá que tô voltando, mas com a tornozeleira virtual”.
Ameaça de censura
O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) destaca a “nova ameaça de censura” dentro do ‘pacotão’ de Flávio Dino (Justiça), após invasões de 8 de janeiro, para impor novas “regras nas redes sociais”.
Foi golpe
Algoz de Dilma, Eduardo Cunha, confirmou que o impeachment da petista se tratou de golpe. E repetiu Temer: “foi um golpe sim, mas de sorte do Brasil por ter se livrado do desgoverno do PT”.
A falta que ele faz
Brasília já se ressente da ausência da gestão pública que levou Ibaneis Rocha (MDB) à reeleição no primeiro turno. Os buracos se multiplicam na proporção dos demais problemas, na capital do Brasil.
Frase do dia
“Fui secretário de segurança, sei lidar com bandido”
Michel Temer, ex-presidente, reagindo à mentira de Lula sobre “golpe” contra Dilma
Primeiro as damas
Com a volta ao Brasil de Jair Bolsonaro ainda sem data definida, auxiliares do ex-presidente dão como certo que a ex-primeira-dama Michelle retorna ao país antes do marido.
Passe disputado
Prefeita de Campo Grande (MS), Adriane Lopes (Patriotas) chama atenção de caciques nacionais, informados de que seu trabalho deve conduzi-la a voos mais altos. Todos querem tê-la filiada.
Desconfiança
A confirmação do petista Jean Paul Prates na presidência da Petrobras não foi bem aceita no mercado financeiro. As ações empresa registraram queda de 2,7%, o que puxou a Ibovespa para baixo, queda de 0,08%.
Loroteiros hermanos
Os presidentes do Brasil e Argentina têm dificuldades com a verdade. O jornal La Nación registrou a cara-de-pau de Alberto Fernández, para quem a inflação de 100% ao mês no país “está na cabeça das “pessoas”.
Pensando bem…
…em 2016 não teve golpe nem de karatê.
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