Fórum perde relevância e vira encontro de empresários – Foto: Gov SP/Reprodução/Diário do Poder.
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CLÁUDIO HUMBERTO
Participantes do Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos (Suíça), adotaram a definição do evento deste ano como “policrise” (polycrisis), expressão criada nos anos 1990 e recém-popularizado na mídia para descrever a união dos diferentes desafios dos tempos. Envolve a realidade pós-pandemia, inflação, guerra na Ucrânia, expectativa de recessão nas grandes economias, além das preocupações com as mudanças climáticas. A boa notícia? O Fórum perdeu relevância.
Só para endinheirados
O Fórum se transformou numa enorme conferência para empresários, já que os principais líderes mundiais vazaram, avalia o New York Times.
Bilionários insatisfeitos
A escolha de “policrise” como a palavra do ano no Fórum Econômico Mundial revela o estado de espírito dos bilionários mundo afora.
Nem os chineses
Empresários globais e autoridades chinesas não participam do Fórum, mas a desculpa é a onda de covid que atinge a China.
Poder sem Pudor

Ideias boas e novas
Com a sabedoria conquistada pela idade, o embaixador e ex-ministro Roberto Campos participava de um debate com a ex-deputada Maria Conceição Tavares (PT), no Rio, no início dos anos 1980. Após a intervenção da economista, Campos foi cirúrgico: “A senhora tem ideias boas e ideias novas. Pena que as boas não sejam novas e as novas não sejam boas.” O auditório foi ao delírio e a Conceição só restou chorar. De raiva.
Abestados militantes
O governo faz um esforço infantil para ligar o badernaço aos militares. O interventor na Segurança do DF falou em “homens treinados” no vandalismo. E ontem deram aparência de “punição” a troca de praxe de 40 militares taifeiros do Alvorada, tipo garçons, copeiros, jardineiros etc.
Veto ao Exército
A falta de confiança do governo Lula nos militares fica patente com a tomada da Praça dos Três Poderes por policiais da Força Nacional de Segurança: três ônibus, blindado e camburões. Nem sinal do Exército.
STF marqueteiro
Dez dias depois do badernaço, o Supremo Tribunal Federal marqueteiro ainda não removeu as vidraças quebradas pelos insurgentes. Esquadrias foram amontoados na porta do STF, erguidos como estandartes.
Preservando o legado
Ex-ministro de Bolsonaro, Rogério Marinho (PL-RN) vê a sua candidatura à presidência do Senado está “cada vez mais forte”. Vai priorizar a preservação de legados importantes “que custaram sangue, suor e lágrimas” desde o governo Michel Temer, como a reforma trabalhista.
Frase do dia
“Mais uma do estelionatário eleitoral”
Deputado Carlos Jordy (PL-RJ), após Lula retirar o Brasil da declaração internacional contra aborto apesar das juras do petista na campanha
Cabo eleitoral
A eleição para presidente do Senado mobiliza até parlamentares da Câmara. O deputado Gustavo Gayer (PL-GO) está em campanha contra reeleição de Rodrigo Pacheco (PSD-MG). É dele a #PachecoNÃO.
Chata na cadeia
A ativista sueca Greta Thunberg, que perdeu relevância e andava sumida, reapareceu no noticiário ao ser detida durante um protesto na Alemanha. Mas não sofre acusações, exceto a de ser chatíssima.
Paternidade
O reajuste do piso salarial dos professores, divulgado com pompa pelo ministro Camilo Santana (Educação), é herança do governo de Jair Bolsonaro, que até comunicou o aumento em portaria interministerial.
Explicações
O ex-ministro da Justiça Anderson Torres deve depor à PF nesta quarta (18). Terá que explicar a arruaça em Brasília, a proposta de estado de defesa e o “esquecimento” do próprio celular nos Estados Unidos.
Pensando bem…
…se não pode chamar de ladrão por falta de condenação, no caso dos “terroristas” nem precisa ter processo.
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