Deputada Margarete Coelho (PP-PI) – Reprodução/Via Diário do Poder.
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CLÁUDIO HUMBERTO
A emenda que vai carimbar a ida de Aloizio Mercadante para a chefia do BNDES caiu como uma luva para a deputada Margarete Coelho (PP-PI), que tenta se reaproximar do PT, partido do antigo aliado Wellington Dias, ex-governador do Piaui. A irmã dela foi secretária de Meio Ambiente e o cunhado ocupou a Secretaria de Transporte. Reaproximar-se do ex-parceiro é um excelente ‘negócio’ para Margarete. Ela não foi reeleita e ele é cotado para o Ministério do Planejamento.
Passaporte
Margarete sonha com apoio do futuro governo na sua próxima empreitada: a diretoria executiva do riquíssimo Sebrae.
Sob encomenda
A emenda surpresa que deve livrar o petista de complicações judiciais ganhou na Câmara o apelido de “Emenda Mercadante”.
Predição
A timidez de Margarete na campanha de Jair Bolsonaro, apoiado pelo PP, estremeceu a relação com Ciro Nogueira, cacique do seu partido.
Poder sem Pudor

Lição de austeridade
Quando os políticos falam em “austeridade”, nem de longe pensam em seguir o exemplo do marechal Henrique Teixeira Lott, ministro da Guerra de JK. Em 1955, o deputado Armando Falcão era líder do governo na Câmara e quis subir a serra para visitar familiares em Araras, mas o seu carro quebrou. Ele soube que Lott também subiria a serra e telefonou: “Ministro, o senhor pode me dar uma carona?” O marechal descartou: “Posso, pois não. Mas só até Petrópolis. De lá o senhor aluga um táxi. A gasolina é do Exército e não posso gastá-la com ninguém de fora…”
Terra arrasada
A mutilação da Lei das Estatais fará as empresas perderem valor de mercado. A irresponsabilidade derrubou a ação da Petrobras em 10%, só ontem. E o Banco do Brasil, que bombava, desabou de R$47 para R$31.
Escândalos à vista
Setores de oposição ao futuro governo já se convenceram de que não são ideológicas as razões que levaram Lula a descartar privatizações, mas a intenção de garantir que políticos se lambuzem em seus negócios.
Vai que cola
De olho na promessa, ainda não cumprida, de Lula de ter um ministério com mais mulheres, o Solidariedade tenta emplacar Marília Arraes para uma cadeira na Esplanada.
Muro pintado de vermelho
Ainda presidente do PSDB, Bruno Araújo disse em novembro que o partido não será da base de apoio a Lula. Mas Araújo não vai apitar nisso e sim o governador gaúcho Eduardo Leite, futuro presidente do partido.
Mais do mesmo
O futuro chanceler Mauro Vieira apontou que Lula (PT) vai viajar primeiro aos EUA e China, quando presidente. Bolsonaro escolheu ir ao Fórum Econômico Mundial, na Suíça, e aos EUA nas suas primeiras viagens.
Sinais claros
Grandes nomes da última eleição que surpreenderam com o apoio a Lula, como Fernando Henrique Cardoso e o PSDB, ou Simone Tebet (MDB) terão de se contentar com menos do que esperavam.
Moleza
A Câmara já anunciou o afrouxamento nas atividades. A partir desta quinta (15), todas as sessões do ano serão híbridas, ou seja, não é necessária a presença do parlamentar, que pode votar pelo celular.
Nome fantasia
Para reduzir a rejeição ao popular nome da PEC Fura-Teto, ou PEC da Gastança, e comover seus pares, deputados do PT chamam o projeto de “PEC Bolsa-família”, que terá apenas um terço do valor liberado.
Pensando bem…
…sem teto de gastos públicos, nem Lei de Estatais, a próxima investida será contra a Lei de Responsabilidade Fiscal.
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