Ex-ministro Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD – Foto: Antonio Cru/Agência Brasil.
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“Em nome da governabilidade”, o presidente do PSD, Gilberto Kassab defende que o presidente eleito Lula deveria estimular a reeleição dos presidentes da Câmara e do Senado. Não é o que parece. Kassab sabe que a reeleição de Lira é dada como certa, e tenta salvar o pescoço de Rodrigo Pacheco, que o deixou na mão, após ser lançado candidato ao Planalto, assim como deixou na mão Michel Temer, que o fez presidente da CCJ da Câmara, e Jair Bolsonaro, que o fez presidente do Senado.
Temer conhece bem
Lula conhece Pacheco, que, na CCJ, escolheu um inimigo de Temer para relatar a denúncia contra o presidente inventada por Rodrigo Janot.
Bolsonaro também?
Senador principiante, Pacheco pediu e obteve apoio de Bolsonaro para ser eleito presidente, onde se comportou como opositor radical.
Lula vai arriscar?
Lula desconfia das “juras eternas” de Pacheco, e não deve se esforçar por sua reeleição, a não ser em caso de disputa contra bolsonarista.
Poder sem Pudor

Cultura musical
Certa vez, ao ler um discurso escrito pelo seu “ghost-writer”, o governador Benedito Valadares foi surpreendido pela palavra “quiçá”. E não se perturbou: pronunciou-a “cuíca”. Tempos depois, numa visita ao Grande Hotel Brasil, de Araxá, deparou-se com um conjunto musical e quis saber o nome dos instrumentos. Quando foi apresentado a uma “cuíca”, ele reagiu: “Como? ‘Cuíca’? Não, nessa não me pegam mais…”
Petista não entra
A Frente Parlamentar da Agropecuária faz no dia 22, na casa de eventos Unique Palace, em Brasília, um grande encontro com autoridades dos Três Poderes, incluindo a presidente do STF, Rosa Weber, e o futuro vice Geraldo Alckmin. Nenhum petista foi convidado como expositor.
Voto do contra
A Câmara aprovou quase por unanimidade um projeto que torna pedofilia crime hediondo. A aprovação não foi unânime porque um deputado do PT, o capixaba Helder Salomão, sabe-se lá por que, votou contra.
Pazuello na área
Ainda saboreando seus 205 mil votos de 2º deputado federal mais votado no Rio de Janeiro, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello (PL) esteve ontem na Câmara cercado de um cordão de bajuladores.
Seguro morreu de velho
O ex-ministro da Justiça e senador eleito Sérgio Moro (União Brasil-PR) também fez uma visita de “reconhecimento” ao Congresso, nesta quarta-feira (9). Não estava cercado de bajuladores, mas de seguranças.
Salve, Raquel
Figura muito festejada, em visita ao Congresso, foi a governadora eleita de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), muito cumprimentada pela vitória arrebatadora contra os oligarcas do PSB e a turba do PT.
Nem as moscas
Outro que reapareceu na Câmara, esta semana, foi Danilo Cabral, candidato do PSB/PT derrotado para o governo de Pernambuco. Ficou em 4º lugar. No caso de Cabral, nem as moscas o seguiam.
O pai identificado
Incomodado por não ter sido reconhecido por jornalistas na Câmara, um deputado se impacientou: “Sou pai do Gabriel Monteiro, pô!” Era Roberto Monteiro (PL), cujo filho vereador foi preso por estupro de vulnerável.
Ops, deu errado
Há cinco anos, o Jornal da USP cravava: “Brasil vai estar entre mais afetados por mortes em ondas de calor [a partir de 2031]”. A Europa, dizia o alarde, corria “menos risco”. Chute fora.
Pensando bem…
…relatórios estão dando trabalho apenas para quem recolhe o lixo em certos gabinetes.
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