Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
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CLÁUDIO HUMBERTO
O ex-presidente Lula vai para o segundo turno com pequena vantagem, mas o presidente Jair Bolsonaro já ganhou apoio expressivo no Senado Federal. Nada menos que 59% das vagas em disputa foram para políticos que receberam apoio de Bolsonaro. São nove vagas para seu partido (PL), de senadores eleitos como Magno Malta (ES), e sete para aliados próximos como Damares Alves (DF) e Tereza Cristina (MS).
Quem diria
Sérgio Moro (União) foi um cujo apoio declarado a Bolsonaro de última hora ajudou muito a garantir a própria cadeira de senador por oito anos.
Missão cumprida
Escanteado, o vice-presidente Hamilton Mourão (Rep) levou a vaga do Rio Grande do Sul e vai ajudar na governabilidade ou oposição a Lula.
Bloco unido
Dr. Hiran desbancou o antes todo poderoso Romero Jucá em Roraima. Do mesmo PP de Arthur Lira, ajuda a compor grande bloco no Senado.
Poder sem Pudor

Aos amigos, tudo
Artur Bernardes, que governou Minas Gerais e mandou no Brasil, é o autor de um princípio de hipocrisia política até hoje adotado pelos poderosos: – Para os correligionários, tudo. Para os adversários, a lei. Quando possível.
Paraná mandou bem
Atacado de forma cruel e covarde, só o Instituto Paraná Pesquisas acertou no último levantamento sobre as intenções de voto para senador, em São Paulo, apontando a liderança do Astronauta Marcos Pontes (PL).
Novo nome
Em sua última pesquisa, o Ipec cravou 16% de Izalci Lucas (PSDB), na disputa pelo governo do DF. O ex-Ibope já deve estar considerando mudar de nome outra vez: abertas as urnas: Izalci teve 4,3%.
O vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos) confirmou uma vitória considerada improvável para o Senado, no Rio Grande do Sul, de acordo com a maioria dos institutos de pesquisa enganadores.
Pastas ao vento
Após 20 anos a senadora Kátia Abreu (PP) vai ficar sem mandato a partir do ano que vem. Ela foi derrotada na disputa para voltar ao Senado com 17%, enquanto Professora Dorinha (UB) foi eleita com mais de 50%.
Padre teve votos
Candidato que substituiu Roberto Jefferson aos 45 do segundo tempo na campanha, o queridinho da internet Padre Kelmon (PTB) conseguiu arrancar quase 80 mil votos para presidente da República.
Cara de tacho
A vitória do Capitão Contar no Mato Grosso do Sul, após o apoio declarado por Bolsonaro no último debate, deixou com cara de tacho os pesquiseiros do Ipec, ex-Ibope, que reservavam para ele o 4º lugar.
Cirinho
Candidato a presidente pela quarta vez, o pedetista Ciro Gomes não chegou a ter sequer 10% dos 13 milhões de votos que conquistou em 2018. Foi o seu pior desempenho como presidenciável.
Bem a tempo
Foi aos 45 do segundo tempo, mas a declaração de voto de Sérgio Moro em Bolsonaro ajudou mais a garantir mandato, e importantíssimo foro privilegiado, ao ex-juiz que desempenho do presidente no Paraná.
Pensando bem…
…quem perdeu mesmo foram as velhas pesquisas.
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