Campanha de Lula discute ampliar para 6 a relação de nomes apresentados como opção para ocupar a Procuradoria Geral da República.
A equipe de campanha de Lula tem conversado internamente sobre a ampliação da listra tríplice de indicados para a Procuradoria-Geral da República (PGR) para uma lista com seis nomes.
Lula não quer se comprometer – agora – com a lista tríplice pois vai usar a indicação – se eleito – como parte da negociação com o Centrão se o bloco for majoritário no Congresso, além de ser uma forma de negociação com o próprio MP.
A informação é do Blog de Andréia Sadi, comentarista política da GloboNews. O blog revelou que o Centrão passou a defender o fim da lista tríplice, e quer repetir o modelo Augusto Aras – o atual procurador-geral da República – na sucessão dele, em 2023.
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Como a indicação para PGR é peça estratégica na República, o petista tem evitado se comprometer com o processo atual, como fez na entrevista ao Jornal Nacional na quinta-feira (26), e acaba acenando para todos os lados para deixar em aberto a possibilidade de negociação com interessados em influenciar na escolha: de procuradores ao Congresso.
A lista tríplice é elaborada pela Associação Nacional de Procuradores da República (ANPR), que faz uma votação interna para indicar ao presidente da República os nomes que acredita serem os melhores para ocupar a PGR.
Embora não haja obrigação legal, desde 2003 os presidentes da República escolheram sempre o primeiro colocado dessa eleição. A tradição só foi quebrada por Jair Bolsonaro (PL) ao indicar Augusto Aras, que sequer entrou na lista e é visto por muitos como subserviente ao Planalto.
A ideia da equipe de campanha de Lula é que, além dos 3 nomes, a lista apresentada ao presidente da República inclua outros 3: um indicado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), outro, pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e um terceiro pelo Congresso.
“A gente tem que oxigenar essa lista dando mais possibilidade de escolha ao presidente, desde que sejam respeitados requisitos mínimos, de notório saber jurídico, de reputação ilibada, enfim, mas nada que possa de alguma forma prendê-lo a um determinado específico critério de escolha ao primeiro da lista ou coisa do gênero”, diz Marco Aurélio Carvalho, conselheiro de Lula e coordenador do grupo Prerrogativas, que reúne advogados e professores de Direito.
A estratégia de Lula de deixar a garantia em aberto, por ora, provocou insatisfação no Centrão e irritação no MP.
A possibilidade de o Congresso influenciar na escolha do procurador-geral da República – a quem cabe investigar autoridades com foro privilegiado, como os deputados e senadores – é uma cartada em forma de aceno de Lula ao Centrão, que hoje está formalmente com Bolsonaro mas gostaria, num eventual governo do petista, de manter na PGR alguém como Augusto Aras.
Fonte: Blog de Andréia Sadi, Portal G1/GloboNews – Clique e leia mais….



























