José Roberto Arruda relata a “travessia do deserto” na qual sempre contou com a mulher Flávia Arruda – Foto: Reprodução/Diário do Poder.
* As informações e opiniões publicadas nesta coluna são de responsabilidade exclusiva do autor e, necessariamente, não refletem a posição do Jornal da Mídia.
CLÁUDIO HUMBERTO
O retorno do ex-governador José Roberto Arruda (PL) à disputa por vaga de deputado federal desestabilizou os planos de outros partidos no DF. A expectativa é que ele se eleja como em 2002, quando recebeu a maior votação proporcional do País. Um dos mais atingidos na desarrumação é o União Brasil, que entregou boa parte das vagas de sua nominata ao senador Reguffe, que, além de levar nomes de pouca expressão à legenda, não consegue dar segurança de que será mesmo candidato.
Amor recíproco
Enquanto Reguffe não bate o martelo sobre sua própria candidatura, o partido segue desconfiado que ele vai “roer a corda” na hora agá.
Carvalho vazou
O ex-DEM pode sofre baixas pela dúvida de alcançar coeficiente eleitoral suficiente, como os ex-deputados Augusto de Carvalho e Eliana Pedrosa.
Eliana esmorece
Além de desarrumar partidos rivais, Arruda pode inviabilizar candidaturas a deputado dos ex-governadores Agnelo Queiroz (PT) Rollemberg (PSB).
Poder sem Pudor

Grana é a solução
Ao assumir o governo de Minas Gerais, em 1947, Milton Campos soube pelo seu chefe de gabinete que os funcionários estaduais em Juiz de Fora decretaram greve, reclamando de salários em atraso, e até ameaçavam destruir as repartições. O assessor queria instruções: “Devemos enviar um vagão cheio de soldados, governador?” Milton Campos respondeu: “Em vez de soldados, vamos mandar um vagão com dinheiro.”
Virou descalabro
Primeiro, a Justiça tacha Adélio dos Santos de “inimputável” por alegada maluquice. Agora, apenas 4 anos após a facada em Bolsonaro, ordena perícia que pode degenerar em sua soltura. Um prêmio, por assim dizer.
Codevasf é do MDB
A cobertura infanto-juvenil, em Brasília, atribui ao Centrão o controle da Codevasf, investigada pelo Ministério da Controladoria Geral da União (CGU) e Polícia Federal. Mas quem controla essa empresa pública é o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). Ele não é do Centrão.
Xingar não basta
A Procuradoria Geral da República mandou para a cesta do lixo pedidos de “indiciamento” do presidente e de ministros que mais se situavam nos campos do insulto e da lacração do que de fatos comprovados.
Cocar na cabeça
Índios canadenses colocaram um cocar no papa Francisco, depois que ele pediu desculpas pelas atrocidades da Igreja. No Brasil, os políticos não têm a mesma coragem do Sumo Pontífice. Acham que isso dá azar.
Um sol para cada
A geração de energia fotovoltaica (solar) segue em disparada no Brasil, superando termelétricas a gás e biomassa ao atingir 16,4 gigawatts. Fica atrás apenas da geração hídrica (109,5 GW) e eólica (21,9 GW).
Outros tempos
Viralizou vídeo do deputado Rodrigo Valadares (UB-SE) comparando artistas em campanhas antigas contra drogas e a fala atual de Anitta. “Onde nós nos perdemos como sociedade?”, indaga, retoricamente.
Eufemismo aéreo
A Latam virou motivo de deboche em voo SP-BSB ao anunciar o início do “serviço de alimentação” para os passageiros e passar com carrinho oferecendo apenas água, sem gelo, dois biscoitos e café solúvel.
Prazo acaba dia 5
Partidos e federações políticas têm até o dia 5 para realizar convenções e definir candidatos a presidente da República e vice, governador e vice, senador e suplentes, e deputados federal, estadual e distrital.
Pensando bem…
…pisotear a bandeira tá liberado, não pode é exibi-la com orgulho.

































