O presidente da Faeb, Humberto Miranda, defendeu como ponto fundamental mudanças na estrutura da Secretaria da Agricultura da Bahia (Seagri).
Osetor agrícola se transformou nos últimos anos no motor de expansão da economia da Bahia. Os recordes sucessivos de produção e produtividade da soja e do algodão no Oeste, a fruticultura de excelência no Vale do São Francisco, o renascimento da cultura cacaueira no Sul e os grãos nobres de café que brotam do solo da região da Chapada Diamantina são apenas alguns bons exemplos que fazem, hoje, do estado, um dos principais protagonistas do setor no país, relata o site Bahia de Valor neste domingo (29).
Mas, por trás de tanta prosperidade, há uma fartura de problemas e gargalos que há décadas tiram o sono dos empresários rurais: estradas ruins, falta de energia e internet, violência no campo e insegurança jurídica são apenas alguns deles. A pouco mais de quatro meses das eleições, o agro baiano – que reúne mais de 700 mil pequenos, médios e grandes produtores – se mobiliza e mostra aos pré-candidatos ao Palácio de Ondina o que espera, precisa e quer do próximo governo.
Na última terça-feira, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb) iniciou o projeto Agro em Pauta – uma rodada de encontros com os três principais pré-candidatos – ACM Neto (União Brasil), João Roma (PL) e Jerônimo Rodrigues (PT) – a fim de apresentar as demandas da agropecuária baiana aos postulantes e ouvir deles as propostas para o segmento. Na estreia do projeto, durante quase uma hora, o presidente da Faeb, Humberto Miranda, mostrou as conquistas da atividade, o impacto na economia do estado e os projetos em andamento no Sistema Faeb/Senar. Boa parte de seu discurso, porém, foi dedicado aos problemas que atormentam o setor. Literalmente, ele “colocou o dedo nas feridas”.
No período mais crítico, muitas empresas demitiram em massa e, pior, encerraram suas atividades. Enquanto isso, o agro não parou. Nós trabalhamos arduamente para garantir a segurança alimentar da população e para continuar gerando empreendo e renda
“A Bahia é um estado maravilhoso, tem um potencial fantástico. Nós temos três biomas, o semiárido mais chuvoso do mundo, a maior população rural do Brasil, conhecimento, tecnologia e as melhores terras do país em algumas regiões. O que a gente precisa são de políticas públicas e um diálogo aberto, franco e contínuo com o governo para que possamos aperfeiçoar aquilo que nós empresários, quase que de forma isolada, estamos tentando construir na Bahia. Isto faz toda a diferença para o nosso negócio”, disse.
Em seu discurso, o presidente da Faeb defendeu como ponto fundamental mudanças na estrutura da Secretaria da Agricultura da Bahia (Seagri). Em sua opinião, não se concebe num estado, cujo setor agrícola responde por 27% do PIB e mais da metade das exportações, “uma secretaria com a pequenez que a gente tem hoje, sem dinheiro, carros, técnicos e representatividade”.
Fonte: Bahia de Valor / Clique Aqui e leia matéria completa.




























