O ferry tinha acabado de sair do Terminal de Bom Despacho. Quando tentou voltar, a gaveta de atracaçåo estava ocupada por outro navio. Testemunha revela que houve um atraso de 25 minutos para o passageiro ser atendido em terra pelo SAMU.
REDAÇÃO DO JORNAL DA MÍDIA
Vítima de um mal súbito, um homem de 54 anos morreu quando viajava no ferry-boat Ivete Sangalo, minutos depois de a embarcação ter deixado o Terminal de Bom Despacho, na Ilha de Itaparica, com destino a Salvador, nesta quinta-feira (13).
Tripulantes do navio foram acionados por passageiros e prestaram os primeiros socorros. Os tripulantes também acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas a vítima não resistiu.
O nome do passageiro não foi divulgado.
Passageiros do mesmo ferry Ivete Sangalo relataram que houve um atraso de ao menos 25 minutos para o atendimento médico em terra, pelo SAMU.
Isto porque o ferry Ivete Sangalo já tinha saído do Terminal de Bom Despacho, e quando retornou, a gaveta de atracação já estava ocupada por outro navio, que estava em pleno desembarque de passageiros e veículos.
A passageira Cristiane Santana disse em entrevista à TV Bahia que o correto seria a empresa Internacional Travessias ter determinado a suspensão imediata do desembarque do ferry que tinha atracado, para que o Ivete Sangalo encostasse de novo, já que um passageiro precisava de socorro urgente.
“Deveria ter sido interrompido o desembarque da outra embarcação. Até eles voltarem e liberarem o ferry para dar assistência ao senhor, esse processo durou uns 25 minutos. Nesse tempo, tentaram reanimar ele, mas sem suporte nenhum”, disse a Cristiane.
Apesar de contar com três gavetas de atracaçåo, normalmente somente uma ou no máximo duas, ficam operando no Terminal de Bom Despacho. Isto porque existe sempre uma gaveta ocupada por navios sucatas, desativados há anos.
A agência de regulação responsável pela fiscalização do Sistema Ferry-boat não se manifestou até o momento.





























