Presidente Jair Bolsonaro durante sua visita a Dubai – Foto: Alan Santos.
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CLÁUDIO HUMBERTO
Com André Brito
O presidente Jair Bolsonaro não é exatamente especialista na guerra de comunicação, mas dá seus tirinhos. Seu feito mais recente é colocar a oposição e todos os críticos, inclusive os ativistas da mídia, para divulgar sua intenção de aumentar os salários dos servidores federais, ainda que o ataquem pela iniciativa. Aconteceu o que ele queria. No Planalto, a avaliação é que muitos dos críticos do aumento estariam apenas preocupados com os eventuais ganhos eleitorais do presidente.
Aumento, talquei?
A “sacada” de Bolsonaro ocorreu durante a visita Dubai. Aproximou-se dos jornalistas e os surpreendeu, garantindo as manchetes do dia.
Oposição a favor
Político experiente, o presidente sabia que os críticos se encarregariam de espalhar que, no que depender dele, os servidores terão aumento.
Pego no contrapé
Nada estava combinado. Até o líder do governo e relator da PEC dos Precatórios, Fernando Bezerra (MDB-PE), desdenhou da promessa.
Poder sem Pudor

Era uma vez Pió
Campina Grande (PB) também vivia sob a lei marcial da Revolução de 1932 quando, certa madrugada, o vereador Zé Pió retornava de uma farra, em pleno blecaute, e foi interceptado por um sentinela: “Alto lá!” Zé Pió não percebeu que a advertência era para a ele e continuou a andar, tateando a escuridão. O milico engatilhou o fuzil: “Quem vem lá? Fale ou leva fogo!”. O vereador gritou: “É Pió! Não atira que é Pió!” Pior para ele. O soldado achou que era provocação e mandou bala.
Sem desmerecer
Para Wilson Pedroso, coordenador da campanha do governador de São Paulo, João Doria, nas prévias do PSDB, a tentativa de diminuir o valor do voto dos tucanos-eleitores de SP pelo gaúcho Eduardo Leite é “desdém”. “Nosso adversário revela ser seletivo”, disse Pedroso.
Investigar é preciso
Procurando explicação para a atitude abusiva do presidente da CCJ, Davi Alcolumbre (DEM-AP), a senadora Simone Tebet (MDB-MS) citou “cargos públicos que foram dados ou que não foram dados”. Há suspeitas ainda mais graves, que deveriam ser investigadas.
Pedala, Pacheco
Além da molecagem de Alcolumbre, recusando-se a pautar votações na CCJ, impressiona a falta de autoridade e de liderança do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. Sua omissão é constrangedora.
Pegou mal
Lasier Martins (Pode-RS) ficou “perplexo” com a afirmação do ministro Dias Toffoli sobre o “poder moderador” do STF. “Sem votos, o ministro quer que o STF seja superior aos outros poderes”, disse o senador.
Deboche continua
Senadores da Comissão de Constituição e Justiça reclamam que nem sequer foram numerados para entrar na pauta, requerimentos apresentados a fim de agendar a sabatina de André Mendonça.
Tsunami solar
O uso da energia solar no Brasil segue em franca expansão e parece um tsunami, passando por cima do lobby. O setor informa que o Sol já é responsável por 12 gigawatts gerados, alta de 10% em um mês.
Não caia na fake News
O IBGE informa que em 2019 só 9,4% da população brasileira se declarou negra. Mas as ONGs que atuam na área mascaram os dados ao incluir na conta a real maioria de 46,8% que se declara parda.
Pensando bem…
…o maior problema de fazer campanha na Europa é conseguir votos no Brasil.

































