Michel Temer passa a faixa presidencial a Jair Bolsonaro na posse do atual chefe do Palácio do Planalto – Foto: Agência Brasil
Não foi gratuitamente que o ex-presidente Michel Temer conseguiu acalmar os ânimos após as declarações golpistas e ataques de Jair Bolsonaro (sem partido) ao STF (Supremo Tribunal Federal). Político experiente, já selou a união formal do PT com o MDB, contornou escândalos políticos e escapou da cassação do mandato e da prisão.
Agora, prestes a completar 81 anos, Temer parece se cacifar como pacificador de futuros conflitos institucionais que possam se repetir e como conselheiro nas eleições de 2022 — do próprio Bolsonaro e de adversários do presidente, como o Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou um candidato da terceira via.
Para o analista político Toninho Queiroz, diretor do Diap e de Paulo Kramer, professor aposentado da UnB (Universidade de Brasília), o certo é que Temer estará do “próximo do lado vencedor” no ano que vem.
“Temer defende a harmonia dos Poderes, e vai estar do lado das forças vencedoras”
Toninho Queiroz, diretor do Diap.
Há pouco menos de um mês, Temer foi acionado por militares e pelo chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, para demover Bolsonaro de entregar pessoalmente ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, um dos principais alvos do presidente e o único nomeado por Temer para o Supremo.
Segundo o UOL apurou, o emedebista não chegou a falar diretamente com Bolsonaro, mas fez chegar a ele a opinião de que seria danoso para todos os envolvidos se o presidente, caso caminhasse do Planalto ao Senado para protocolar o documento, como parte dos aliados chegou a cogitar. Bolsonaro recuou.
Fonte: Portal UOL / Eduardo Militão e Rafael Neves / Clique e leia matéria completa…


























